Midia mutante

Não existe na imprensa mundial revista mais importante e influente que a britânica Economist. Ela produz tanto conteúdo que cada edição semanal parece um livro. E na semana seguinte, começa tudo de novo.

Pela sua qualidade, a Economist se dava ao luxo de não evoluir. Até uns 5 anos atrás era uma revista graficamente convencional, com fotos p&b e uma fraquinha homepage na internet. Aí eles entenderam que não basta ser a melhor. Desde lá incrementaram o site e estabeleceram um ótimo serviço de newsletter. Ontem, 12 de julho de 2007, fez a história da imprensa.

Ontem eles se tornaram a primeira publicação do mundo a lançar a cada edição a sua versão completa em áudio. O leitor pode ler a revista, mas se quiser pode também ter a revista inteira lida (por lucutores profissionais) num arquivo de cento e tantos megabytes e seis horas de duração. A Economist agora pode ser "ouvida" por deficientes visuais, ou por qualquer um com um som no carro ou um MP3 player plugado nos ouvidos e pouco tempo para ler.

Comentários

Impressionante a evolução da Economist, realmente. Mesmo na parte de design, eles evoluíram bastante nos últimos anos, a ponto de se tornarem "benchmark" em design de revistas.

E o mais engraçado é que, ao menos no conteúdo, indo na contramão do que está acontecendo no mundo, com revistas e, principalmente, jornais diminuindo seus textos, supostamente porque o leitor não tem mais tempo de ler. Eu não tenho muito tempo para ler, mas para o que vale a pena ser lido eu sempre consigo dar um jeitinho. :)

(Bem, este é o meu primeiro comentário aqui, mas já freqüento o blog há algumas semanas. Meu nome é Alexandre Giesbrecht.)
Hernane Lélis disse…
Concordo que foi um grande avanço na Economist. Uma inovação que pode até virar uma tendência entre os maiores veículos de mídia.

Por outro lado, o hábito da leitura vai ficando para trás. E isto é uma pena!!!!

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