Frilândia

Hoje eu completo 103 dias de desemprego. Não, essa palavra é muito negativo. São 103 dias de liberdade. Aí fica meio idealista demais. São 103 dias de frila.

Frila, você sabe, é a contração de "free-lance", o estado pelo qual alguém deixa de ser exclusivo de uma enoresa e passa a trabalhar para um monte. Minha vida profissional sempre alternou entre empregos estáveis (como os recentes 10 anos de editora Abril) e os anos sem compromisso com ninguém, a não ser comigo mesmo.

Ser livre não é fácil! Ontem mesmo acordei tonto, querendo computar todos os compromissos que eu tinha que cumprir, os projetos que tinha que tocar, as pautas e planos que nascem com facilidade, mas não são tão fáceis de serem cumpridos.

É uma delícia acordar e saber que o dia é meu. É preocupante saber que, como frila, você tem prazos para entregar seus trabalhos. Mas geralmente ninguém tem muito prazo para te pagar. Mas entre o emprego estável e seguro e a aventura do trabalho avulso, eu sei o que é melhor.

Na dúvida, escolho sempre a liberdade.

Comentários

Muito bom! Todos que já ficaram uns meses sem emprego fixo, vivendo apenas de "freela" sabem exatamente como é se sentir assim.

Tenho saudades dessa época... :-)
De fato, Dagô, essa liberadade que tanto faz falta a quem trabalha das-oito-às-cinco como eu é deliciosa. Ainda não me acostumei à falta dela, mas já planejo recuperá-la assim que tiver condições para tanto. (O que equivale a comprar uma casa, terminar a faculdade...)
Não creio que valha a pena ganhar um salário de cinco dígitos num emprego que te sufoca.
Marrie disse…
A cada passada por aqui admiro mais a sua pessoa! É isso aí......
bjs livres
Ricardo Soares disse…
Dagô...adorei o mote da "frilândia" ... agora que nos linkamos comento isso lá no meu...dê uma espiada...abraço e saudações santistas
ricardo
Mulher Aspirina disse…
Ah! A liberdade sem dúvida é maravilhosa. A mesmice é aquela que cansa. o importante mesmo é fazer o que gosta e gostar do que se faz, seja na mesmice ou não.
beijocas da Mulher Aspirina pra ti.
Happy BlogDay!!! Yupi, rs...
Rafael Reinehr disse…
Um dos dias mais significativos da minha vida veio com o fim da minha especialização. Enquanto alguns temem o mercado de trabalho, pra mim foi justamente o contrário: liberdade. Quando consegui me livrar de um emprego fixo que mantinha por questões financeiras, novamente: liberdade. Quando decidi parar de trabalhar aos sábados. Liberdade. Quando decidi deixar de trabalhar terças e quintas pela manhã: mais liberdade. Agora estou me organizando, para quando tiver filhos, me permitir um turno integralmente livre por dia. A cada novo passo, abro mão de uma parcela de conforto financeiro, é verdade. Mas tenho mais e mais tempo para criar e respeitar minha essência: signifer animi.
Hernane Lélis disse…
Pô Dagô, termino a facu esse ano e estou com muito medo de ficar de "freela".

Já trabalho na aréa, mas é estágio. Ano que vem só Deus sabe!!

Mas se tiver que viver de frila vamos lá...

Abs
Luiz Gustavo do Piaui disse…
sou seu fã cara. te admiro pra caramba. sucesso sempre.
Luiz Gustavo do Piaui
Mario Eduardo disse…
Maravilha, este é meu sonho, certamente, um dia quem sabe, chegarei a ter este status... mais brincareiras a parte parabéns e que sua carreira continue assim decolando!
sou seu fã, leitor assíduo e incondicional de sua coluna na INFO.

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