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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Escrever

O maior problema de escrever é escrever.

A gente tem uma idéia, e acha aquela idéia o máximo, e na nossa cabeça a idéia já foi produzida, é sucesso total, virou mania nacional, você está ganhando rios de dinheiro imaginário dando uma entrevista imaginária na CNN.

Ou então você assiste a um belo filme (como o PS - I Love You, que vi ontem) e se pergunta: por que eu não escrevi um filme como esse? Por que não ainda terminei nenhum dos 4 livros simultâneos que estou desenvolvendo? Por que não escrevi aquela peça de teatro que bolei debaixo do chuveiro sobre aquele cara que... como era a idéia da peça mesmo?

Viver da escrita já é difícil. No Brasil, um pouco mais. Mas escrever é como um vício, um oxigênio, um prazer impossível de ser descrever por escrito.

2 comentários:

Leonardo Nakahara disse...

Como diria Fernando Pessoa, Livro do Desassossego: "Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie - nem sequer mental ou de sonho -, transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritmos verbais, ou os escuta de outros"

Quemel disse...

Caro Dagomir,

perdoe-me vir aqui cobrar isso, mas você escreveu na edição de INFO que já escreveu duas ou três vezes sobre "computer guys", mas já revirei a Net, mas não encontrei o terceiro. "Assistência técnica com biscoito" e poltergest no PC tá limpo. E o 3º?

bração,

Quemel