O apagão do rádio

Sou filho e neto de radialistas e o rádio está no meu DNA. Sei que essa midia ficou tecnológica mente ultrapassada, mas o que nos manteve informado durante o mega apagão da última terça? O bom e velho rádio de pilha (ou bateria, no caso de MP3 players, auto-rádios e celulares).

A digitalização do rádio vai melhorar muito o precário som das FMs e tirar da UTI a obsoleta faixa de AM. Mas cadê o rádio digital? Comunicado oficial do dia 11 de novembro: "O Ministério das Comunicações prorrogou por 60 dias a realização de testes com sistemas de rádio digital”. A cada 60 dias o ministro Helio Costa surge para dizer que a definição foi adiada por mais 60 dias. Tudo está absolutamente parado nesse campo , e duvido muito que se mexa nele em ano eleitoral.

Comentários

No meu caso, foi o apagão do twitter. Eu já estava indo dormir quando a luz apagou. Quando vi que a paisagem que vejo da minha janela estava toda sem luz (quando fico sem luz, na maioria já vejo luzes “normais” depois da Brigadeiro; na terça eu não via nenhuma luz “normal” até a Serra da Cantareira — olha que vista legal eu tenho!), primeiro fui descobrir se meus pais e irmã, a 40 quilômetros de distância, também estavam sem luz (estavam). Perguntei à minha irmã se estavam sem luz. A resposta dela: “Ué, como é que você sabe?” E foi aí que caiu a ficha de ir ao twitter. Acabei ficando acordado muito mais tempo do que imaginava, só tuitando, que era a única coisa a se fazer. Não tenho um rádio de pilha em casa, mas nem passou pela minha cabeça arrumar um rádio (o do carro, por exemplo, como eu fizera em 1999).
Armando Maynard disse…
Caro Dogomir, sou um amante do rádio, durmo e acordo com um embaixo do travesseiro. Eu também aguardo ansioso o rádio digital, mas está demorando demais. Enquanto em outros paises além do rádio segmentado, já existe até o rádio por assinatura, aqui o avanço ficou no som da FM. Falar em FM, você conhece a Super Rádio FM de Brasília? Um abraço, Armando.

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