Adeus, mister White


Acabei de assistir (em DVD) ao último e devastador episódio da saga do Walt White, que começa como um humilde professor de química e termina como um poderoso produtor de metanfetamina cercado pela escória do tráfico. E com minha vasta quilometragem no gênero posso garantir que Breaking Bad é uma das melhores séries de TV de todos os tempos.

Não existem pontas soltas. Tudo se integra. Seus personagens (o parceiro Jesse, o advogado Saul, o traficante Gus, o policial Hank, a esposa Skyler, o "faxineiro" Mike) são um mais forte que o outro. A equipe do criador Vince Gilligan criou 62 episódios inovadores, extremamente criativos, sem medo. Uma série como essa só podia nascer num ambiente cultural livre.

Mais que tudo, ao final dessas 50 horas da melhor ficção permanece a imagem desse inacreditável professor (interpretado por Bryan Cranston), que nos faz torcer por ele, desejar que morra logo, rir de suas trapalhadas, chorar com sua tragédia pessoal, tudo ao mesmo tempo. Vou sentir sua falta, mister White.

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