O fim da leitura

 


Quantas palavras eu já li desde quando aprendi a ler? De grandes romances a recados, somando tudo o que eu já escrevi. Quantas palavras? Quantas letras? Bilhões? Trilhões? E você, que está me lendo agora, somando mais algumas letrinhas à sua coleção? O quanto você leu?

Meu artigo para a edição da revista Oeste desta semana se baseia numa longa matéria publicada pela Atlantic que trata de um possível fim da leitura como a conhecemos. A autora do artigo, Rose Horowitch, mostra através de pesquisas de comportamento de público, que os índices de leitura nos EUA estão caindo. Eu cito pesquisas que mostram que no Brasil, onde esses índices já não eram significativos, a situação está piorando.

Ao mesmo tempo, todos estão lendo mais - postagens, recados no whatsapp, e-mails. Segundo Horowitch, o que está caindo é a leitura aprofundada, de fôlego, que leva à reflexão e à consciência. No meu artigo eu procuro mostrar que a alfabetização é uma conquista muito recente da humanidade. E que a tecnologia pode, sim, criar formas de transmissão de conteúdo que dispensem nossas velhas companheiras, as letrinhas. Mas que a leitura convencional continua muito importante nas nossas vidas.

Meu artigo para a Oeste pode ser encontrado neste link.

The end of reading



How many words have I read since I first learned how? From great novels to quick notes—and adding in everything I’ve written myself. How many words? How many letters? Billions? Trillions? And what about you, reading this right now—adding a few more little letters to your own collection? How much have *you* read?

My article for this week’s issue of *Oeste* magazine is based on a long piece published by *The Atlantic* regarding the potential end of reading as we know it. The author, Rose Horowitch, uses audience behavior research to show that reading rates in the US are declining. I cite studies showing that in Brazil—where these rates were already low—the situation is getting worse.

At the same time, everyone is reading more—social media posts, WhatsApp messages, emails. According to Horowitch, what is declining is deep, sustained reading—the kind that fosters reflection and awareness. In my article, I aim to show that literacy is a very recent achievement for humanity, and that technology can indeed create ways of transmitting content that do away with our old companions: those little letters. Yet, conventional reading remains vital to our lives.

You can find my article for *Oeste* at this link.

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