Auika!


Acabei de escanear meu primeiro livro, Auika!, de 1980. É um processo lento, artesanal, e o resultado final só verei depois de transformado num ebook de verdade. Mesmo com seus defeitos, Auika! vai deixar de ser um volume sobrevivente no armário do meu escritório para se tornar uma peça viva, pronta a ser redistribuida e lida por quem quiser. Mas a edição digital vai precisar de um prefácio. Eu me orgulho desse livro pelo que ele representou ao tirar a discussão sobre cultura do colo dos elitistas. Falei sobre assuntos até hoje desprezados como quadrinhos, fotonovelas e séries de TV. Por outro lado, eu sinto vergonha pelas minhas posições políticas da época. Eu era um patrulheiro ideológico da pior espécie.

Comentários

jo fevereiro disse…
Dagô, meu velho, gostei da reafirmação do teu orgulho pelo "Auika!", mas não concordo com a vergonha que sente pelas tuas posições políticas na época. Todos nós temos o direito de mudar, evoluir, errar, corrigir, piorar ou melhorar. O que não podemos é estacionar ou perder a autocrítica.
Abração.
Anônimo disse…
Caro Dagomir;
Auika é fantástico. Simplesmente isso. :)

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