
Para quem acompanhou toda a sua carreira (sou apenas 6 anos mais velho que ele), existiram muitos Michael Jacksons - e um só. O garotinho prodígio do Jackson 5, abusado e explorado pelo pai. O artista que mais vendeu um único disco (o fabuloso
Thriller). O sujeito torturado que não amadurecia, que se transformou dia a dia numa figura grotesca, deformado por plásticas, envolvido em escândalos de pedofilia, errático, incoerente. Virou escravo de sua imagem mega-super-gigante. Michael se vai e deixa um monte de obras primas da música pop e da arte do video-clipe. O que não é pouco. Talvez tenha cumprido seu destino de Peter Pan. Morreu antes de envelhecer.
Farrah Fawcett foi a mais famosa das Panteras, a mulher irreal de dentes brilhando num poster imortal. Ser ícone planetário cobra seu preço. Farrah nunca conseguiu manter a fama que ganhou nos anos 70. Perdeu um pouco do equilíbrio, o que ficou claro naquela célebre entrevista destrambelhada com David Letterman. E teve uma agonia a mais desglamurizada possível. Em nome de todos os garotos que sonharam como ela na década disco, obrigado.
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Good Bye Charlie!