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domingo, 27 de julho de 2014

segunda-feira, 21 de julho de 2014

The New Yorker: o início


Uma das melhores coisas de se assinar a revista The New Yorker é que você tem acesso ao seu acervo, desde a primeira edição. E uma de suas maiores atrações são as capas, sempre criativas, algumas inesquecíveis.

Esta é uma amostra de capas da New Yorker nos seus primeiros anos de vida, 1925 e 1926:






sábado, 12 de julho de 2014

Família com arte


Peguei algumas velhas fotos em preto e dei um trato "artístico" nelas, usando o site Pixrl. Agora aos poucos estou criando um memorial familiar com esse toque contemporâneo. Aqui vão os primeiros exemplos dessa coleção. Acima, meus pais, Decio e Dirce lá por 1951.

Minha bisavó materna Maria Rocca.

Meus avós paternos, Raphael Marchesi e Angelina Massarelli Marchesi.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Um dia na vida: Laughing Waters, 08 dezembro 2011


Para escrever uma matéria para a revista VIP passei alguns dias em dezembro de 2011 em Goldeneye, um resort na costa norte da Jamaica. Conheci a casa onde Ian Fleming escreveu todos os livros de James Bond. Lá pelo terceiro dia de hospedagem pedi a meu guia que me levasse até algumas das locações usadas no primeiro filme de 007, O Satânico Dr No.

A locação mais emblemática, simbólica - e bela - era essa praia da foto, Laughing Waters. Ali tinha sido filmada em 1961 a cena em que Honey Rider (Ursula Andress) sai da água com seu biquíni branco e seu punhal na cintura e conhece James Bond (Sean Connery). Meu guia me levou até a cidade de Ocho Rios e de lá pegamos uma lancha até Laughing Waters. 

O piloto da lancha me avisou: "esta praia é particular. Eu não tenho como chegar até a areia. Você vai ter que desembarcar, tirar fotos e voltar para o barco em dois minutos no máximo". Ou seja, ficou parecendo um filme do 007. Gravei o seguinte vídeo naquela quinta-feira de sol:


sexta-feira, 6 de junho de 2014

A arte do poster de cinema - letra A



Minha ligação com cinema não é brincadeira. Entre outras coisas, cada vez que eu assisto um filme eu baixo seu poster. A coleção (digital) só cresce, claro. Aqui estão alguns dos meus favoritos - só com filmes começados pela letra A:


 





sexta-feira, 30 de maio de 2014

Defensores da Terra


Foi um privilégio jantar ao lado desse trio de veteranos ambientalistas e defensores dos animais: José Truda Palazzo Jr, Fabio Feldmann e Ítalo Pompeo Sergio Mazzarela. Os três acumulam décadas de atividade. E estão dispostos a lutar até o fim por um mundo menos devastado. Aprendi muito com eles entre o couvert e o cafezinho.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Godzilla: a volta triunfal do lagartão

Ilustração: Ivan Griscenko

"Eu amo filmes de monstros", dizia o mestre Frank Zappa. "E quanto mais vagabundo, melhor". Eu sempre gostei de filmes baratos com monstros de borracha destruindo cidades de isopor. Como numa tradição familiar, meu filho cresceu assistindo Jaspion na sua luta eterna contra Satan Goss. E eu assistia junto.

Godzilla é o patriarca dos monstros. Conheci o velho lagartão assistindo alguns dos filmes originais japoneses, que hoje parecem completamete toscos:


Meu próximo encontro foi com o Godzilla da versão 1998:


Apesar de todos os recursos de computação gráfica, essa versão (estrelada por Matthew Broderick) não entusiasmou ninguém. Foi mais um filme com a típica frieza das mega produções de Roland "Independence Day" Emmerich.

O Godzilla de 2014 (que ainda está em cartaz) é outro papo. Ele não renega os clichês do gênero, mas quem se importa com sutilezas narrativas quando a mega estrela entra em cena urrando e cuspindo fogo? O que está na tela - especialmente em IMAX 3D - é um espetáculo grandioso de som e imagem, preciso e criativo nos menores detalhes. O que é espantoso, já que o diretor Gareth Edwards é práticamente um novato no cinema.

Abaixo alguns dos belos posters criados para o lançamento de Godzilla 2014:




terça-feira, 20 de maio de 2014

Onde existe humor existe esperança


Ainda não assisti TV na TV, o novo programa do muito talentoso Marcelo Adnet. Depois de sobreviver a uma série medíocre e equivocada, parece que deram uma chance para ele mostrar seu verdadeiro humor.

Meu amigo Amilton Neves me mandou este link para uma sátira muito boa a essa praga chamada "filme cabeça", que arrasou o cinema brasileiro por décadas. E continua a nos perseguir com essa permanente obsessão por favela e miséria. Nesse sketch, Adnet mostra os horrores estéticos da escola Glauber Rocha e esculacha a ideia de um filme feito para intelectuais e críticos masoquistas. Para completar a gozação ainda apresenta o comentário de um personagem que igualmente nos perturba há décadas: o patrulheiro ideológico que culpa a "Globo e a ditadura militar" por todos os males do mundo.

Para assistir o clipe, clique aqui.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O extermínio dos ônibus

 

Aprendi a amar os ônibus desde criança. Eles me levavam até a escola, até o trabalho, até cidades distantes ou esquinas depois. Eles sempre foram um bom lugar de leitura. Passei também péssimos momentos dentro deles, pendurado numa barra de ferro, sacolejando e correndo perigo de vida nas mãos de motoristas alucinados. Mas os ônibus não têm culpa do jeito criminoso como os transportes coletivos são tratados no Brasil.

Quem me conhece sabe que minha paixão maior são os trens de passageiros. Mas num país onde os trens foram aniquilados e os metrôs enfrentam tantas dificuldades, os heróis do dia a dia são os ônibus. Minha simpatia por eles é enorme. Juro que um busão com um belo design me entusiasma mais que qualquer Ferrari. Isso está no meu coração. Os sites homenageando ônibus são a prova que não estou sozinho.

Por todas essas razões me dói ver que o Brasil se transformou num crematório de ônibus. Considero um crime cada vez que um peão de bandido, um psicopata extremista mascarado ou um sindicalista de miolo mole apedreja e incendeia um único ônibus pelas ruas das cidades. Existe uma guerra obscura contra o transporte coletivo no Brasil. Os inimigos estão vencendo.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dos arquivos de Flávio Del Carlo: duas fotos inéditas dos bastidores de O Grotão

Fotos: Lulu De Fran

Lucca está fazendo um grande papel de arqueólogo no apartamento do seu pai, o saudoso Flavio Del Carlo. A mais recente descoberta são essas duas fotos dos bastidores das filmagem do curta O Grotão, em 1980. Nesta foto acima, da esquerda para direita: a câmera Arriflex 2C 16 mm, um não-identificado, eu (roteirista e assistente de direção), o fotógrafo Sideval Jordão, o produtor Rogério Naccache (de costas) e o diretor Flávio Del Carlo. 

Na foto de baixo, de pé, o ator Adilson Nunes, Sideval Jordão, Faraó, eu, Flávio Del Carlo, Rogério Naccache e o co-roteirista e ator Lu Gomes. No banco da frente do carro, Mara Abreu (de costas) e Iara Jamra. Essa sequência foi filmada no exterior do obelisco do Parque do Ibirapuera (fazendo papel de míssil disfarçado). O Grotão pode ser assistido neste link.

sábado, 10 de maio de 2014

Mylton Severiano (1940-2014)


Foto: Lidice Ba

Minha história com o Myltainho teve duas fases. Nossos caminhos se cruzaram em 1984. Ele foi meu chefe no jornal Brasil Extra, que durou apenas uma edição. E que edição! Enquanto parte da redação estava presa à ortodoxia política esquerdista, eu queria experimentar novas formas de jornalismo. E o Myltainho era meu "protetor", garantindo qualquer coisa que eu quisesse inventar. Nesse rico período ele foi meu mentor e protetor. Eu me liguei a ele como um pupilo ao seu mestre. Não é a toa que estamos juntos nesta foto da redação:


Uns 15 anos depois dessa foto eu era um dos editores da revista VIP, na editora Abril. E conheci Lidice, a filha mais velha do Myltainho. De chefe, ele virou meu sogro. E vivemos uma relação familiar de muito respeito. Procuramos o tempo todo relevar nossas diferenças políticas, mantendo uma admiração mútua. Ainda que meio distante, já que ele morava em Florianópolis e raramente vinha a São Paulo.

Numa dessas vezes, tive o privilégio de gravar um vídeo do Myltainho com seu acordeon. Além de excelente jornalista, ele era músico devoto de Mozart e Bach. Estava nos estágios finais de produção do seu primeiro (e único) CD, Sensacional. No clima meio parisiense da música "Polé" acho que ficou o extrato de sua alma. Um pouco nostálgica, e com a beleza que Myltainho sempre colocou nas frases que escreveu pela vida.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Um dia na vida: Paris, 2 de março de 2010


Eu estava viajando para escrever o Guia Europa de Trem 2010 da Editora Abril. Comecei pela Noruega e desci para a Suécia, Dinamarca, Alemanha, Holanda. Em seguida, parei 3 dias em Paris (num dos quais fiz um passeio bate-e-volta de TGV para Marselha). Nessa minha despedida em 2 de março, o inverno ficou ensolarado. Depois do almoço peguei minha mala e caminhei em direção ao metrô (estação Opera). No Boulevard des Italiens encontrei uma mudança na calçada. Havia um espelho de pé esperando para entrar no edifício. Foi a chance para um selfie no entardecer de Paris. Em seguida fui para a Gare d'Austerlitz, onde peguei o trem noturno para Barcelona.

terça-feira, 29 de abril de 2014

8Tracks: em nome do verdadeiro funk


Iluminado pelo espírito de James Brown, sempre divulguei o bom nome do funk. Esse gênero é o motor da minha vida. Sem um bom funk nenhum dia é perfeito. Ele me alegra, me sustenta, me faz dar um passo atrás do outro. No ritmo.

Quis a vida (e a decadência cultural do país) que meu gênero favorito fosse roubado e virasse palavrão. Das favelas cariocas surgiu um gênero estúpido e musicalmente indigente ao qual deram o nome de... funk. Podem dar o nome que quiserem a esse esgoto tipo "ostentação". Mas não o chamem de funk.

Para divulgar a arte do verdadeiro funk estou disponibilizando parte da minha coleção particular no site 8Track. São 5 horas (por enquanto) de George Clinton, Prince, Gerson King, Average White Band, IKV, Kurtis Blow. Conheça o DM School of Funk. Clique em http://8tracks.com/dagomirmarquezi/dm-school-of-funk

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Já queimou seu ônibus hoje?


Ontem um traficante foi morto em Osasco e seus comparsas resolveram se vingar. Entraram na empresa de ônibus Urubupungá e queimaram 34 ônibus. O "protesto" afetou no mínimo 20 mil pessoas.

Já são 115 ônibus queimados na Grande São Paulo por bandidos. Ou "manifestantes" que querem defender o povo destruindo seus meios de transporte. Virou um fato normal, como uma chuvinha na secura de abril. 

Vendas de carros particulares batem recordes. Nem um metro de trilho de trens para passageiros é instalado. A ampliação do metrô é vigiada com ferocidade por políticos loucos para interromper as obras. Mas queimar ônibus está liberado.

E assim está o Brasil: parado num imenso congestionamento mental rumo a lugar nenhum.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

5 milhões de agradecimentos


Minha página no Google+ atingiu (e ultrapassou) a marca das 5 milhões de visualizações. Tenho muito orgulho disso. E é por essa possibilidade de expansão sem limites que eu gosto tanto do G+. Quero agradecer aqui meus 254.720 seguidores. Muito obrigado a cada um de vocês.

Meu endereço: plus.google.com/+DagomirMarquezi.