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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A Província: "Salão Internacional de Humor anuncia presidente da edição de 2016"

Foto: Carlos Colonnese




Salão Internacional de Humor anuncia presidente da edição de 2016

O 42º Salão Internacional de Humor de Piracicaba foi aberto oficialmente no último sábado (22), em solenidade no Teatro Municipal Erotídes de Campos. Porém, evidenciando o planejamento a longo prazo dos organizadores, a noite foi marcada também pelo anúncio de importantes nomes para o próximo ano. O jornalista Dagomir Marquezi será o presidente da 43ª edição do evento. A colombiana Nani Mosquera e a portuguesa Cristina Sampaio serão as autoras, respectivamente, das edições de 2016 do Salão e do Salãozinho de Humor.

Dagomir Marquezi nasceu em São Paulo, no dia 7 de março de 1953, é escritor, roteirista e jornalista. Formado em Jornalismo pela FAAP, é proprietário da DMP (Dagomir Marquezi Produções) e colunista da Editora Abril. Atuou em emissoras de TV como Globo, SBT, Bandeirantes e Manchete, em jornais impressos como O Estado de S. Paulo e nas revistas Veja, IstoÉ, VIP e Playboy. Como ficcionista já escreveu para uma ampla gama de mídias: folhetins, telenovelas, radioteatros, histórias em quadrinhos, fotonovelas, musicais de TV e programas infantis.

“Já é hábito anunciarmos na abertura do Salão, o presidente da próxima edição. Portanto, apresentamos o Dagomir Marquezi, que foi escolhido por unanimidade pelo Conselho Consultivo, como o presidente do 43º Salão, em 2016”, afirmou a secretária municipal da Ação Cultural, Rosângela Camolese.

domingo, 23 de agosto de 2015

A Grande Arte de Luiz Gê


Passei o fim de semana em Piracicaba para a abertura do 42o Salão Internacional de Humor. (Onde fui oficializado como o presidente do 43o. Logo mais escrevo sobre esse incrível convite).

Uma das melhores coisas da abertura foi reencontrar meu amigo Luiz Gê. A gente não se via há uns 20 anos. O Gê inaugurou uma exposição de sua obra em Piracicaba. A mostra é obrigatória para qualquer pessoa que ame a arte dos quadrinhos. Vamos torcer para que ela circule pelo país depois do encerramento do Salão de Humor.
Não passa pela minha cabeça qualquer  dúvida sobre o fato de que Luiz Gê é o maior artista de toda a história dos quadrinhos brasileiros. É a minha opinião, claro. Para mim, ele sempre esteve entre os melhores do mundo. Sua concepção de HQ é grandiosa e livre. Não posso exigir de ninguém  mais do que isso.


Foto: Carlos Colonnese

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Playboy: "Dagô é nosso verdadeiro homem de mil faces"



Outro dia eu passei na redação da Playboy para uma reunião de trabalho com meus amigos e companheiros de jornada, Sergio Xavier e Jardel Sebba. "Você viu a homenagem que a gente fez para você?", eles perguntaram. Eu não tinha a menor ideia. Não sabia o que estava perdendo.

Pois a edição de maio de 2015 tinha uma página dedicada à minha passagem pela revista como repórter gonzo. Eu não podia ficar mais honrado com a homenagem. A página faz parte da comemoração dos 40 anos da publicação no Brasil. Foi uma das mais tocantes homenagens que eu já recebi na minha vida profissional. Só tenho a agradecer à Playboy. Com mais trabalho.




quarta-feira, 22 de julho de 2015

Da série Meus Clipes Favoritos - Beyoncé "Work it Out" (2002)


Não sou muito fã da Beyoncé. Acho que sua voz é de primeira classe, mas não gosto tanto do seu repertório. E isso não impede que eu coloque seu "Work it Out" entre meus clipes favoritos de todos os tempos. Nele, Beyoncé aparece como a mulata gostosona que sempre foi, mas de um jeito mais natural do que apresenta em seus clipes mais elaborados. E justamente por isso mais sexy. A ambientação é uma homenagem despojada à música black dos anos 1970.

A música "Work it Out" é muito simples, basicamente um curto sample de alguma coisa que eu não consegui identificar. E ele é editado de um jeito meio fora de sincronismo, o que até aumentou o suingue. A voz de Beyoncé aqui aparece carregada de tradições e tributos. Uma das coisas que me faz gostar desse clipe são as cenas de Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro (Goldmember) - e eu ri muito com Mike Meyers nesse filme. Aliás a série Austin Powers gerou outro dos meus clipes favoritos, mas esse é assunto para outro post.


domingo, 19 de julho de 2015

James Brown: maior que a vida

 

Acabei de assistir James Brown ("Get On Up") no NOW da NET. O filme biográfico produzido por Mick Jagger nem teve a chance de passar nos cinemas brasileiros. Foi direto para DVD/BluRay e para o streaming da TV. Uma pena, porque é uma ótima biografia, com um roteiro que sabe como saltar no tempo e uma trilha sonora de tremer o quarteirão. No papel do Soul Brother # 1 está o impressionante Chadwick Boseman, que incorpora o homem com perfeição.

Devo a James Brown boa parte da alegria na minha vida. Sem ele não haveria o funk, e sem o funk não haveria sol na minha estrada. (Se você acha que o funk foi inventado no Brasil, por favor assista este filme). No meio de terríveis tragédias pessoais, James Brown inventou não só um novo gênero musical, mas uma maneira de ver o mundo e a vida. Isso é explicado com sutilezas durante a narrativa. Mas, como já disse o próprio JB, "se você não entende o funk, não adianta explicar".


Eu tive o privilégio de encontrar James Brown pessoalmente em São Paulo, numa entrevista de 1984 para o jornal O Estado de São Paulo (que eu fiz com a ajuda do meu amigo Fernando Moraes):

Foto: Juvenal Pereira


Aqui, o trailer do filme:

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O museu aberto da internet

 

Uma das melhores coisas da internet é seu papel de museu aberto e informal. Essas imagens são apenas uma amostra da riqueza cultural que circula diariamente pelas redes sociais. Essa surrealista foto acima de Paris foi feita em 1920.

Praia de Ipanema, Rio de Janeiro, 1911

Boston 1937

Egito, 1880

Londres, 1939

Rio Tiete, São Paulo. 1936

Times Square, New York, 1955

domingo, 12 de julho de 2015

Mi primo Diego Ruiz Rocca y la jeringa para crear monstruos


Meu primo Diego Ruiz Rocca era na verdade sobrinho da minha avó Consuelo. O Dieguito era espanhol, e tinha essa pinta de galã nos anos 1960. Sempre elegante, sempre bem vestido.

Além disso, tinha uma generosa paciência comigo. O Diego era desenhista/ilustrador, o que eu sempre quis. Então quando ele aparecia eu pegava minha caixa de lápis de cor e todos os papéis de embrulhar pão que pudesse juntar. Aí eu começava:"Faz um avião? Agora faz esse avião bombardeando um castelo? Agora faz um dragão cuspindo fogo no avião?"

Mas meu pedido mais constante era uma história de monstro. Era sempre a mesma: o Diego desenhava um homem normal levando uma injeção. Um dos braços crescia e ficava peludo, surgia uma segunda cabeça com três olhos, e assim por diante. Eu ficava fascinado, olhando para os desenhos que surgiam no papel de pão graças à magica do primo Dieguito. Ainda por cima era tudo narrado em espanhol. o que só aumentava a grandiosidade do espetáculo.

Nunca mais tive notícias do Diego. Se tivesse uma chance de falar com ele, diria: você foi a primeira pessoa a me tratar de igual para igual, a respeitar minhas opiniões mesmo que eu tivesse uns 7 anos de idade. Obrigado por isso. E por tantas injeções criadoras de monstros.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

A vida sem carro é melhor

CPTM Linha Esmeralda - Estação Pinheiros
Fotos: Dagomir Marquezi

Sempre que alguém diz que "odeia São Paulo", eu faço uma pergunta: você já experimentou São Paulo sem carro? Digo por experiência própria. Depois que me livrei do meu carro, minha vida melhorou muito. Em primeiro lugar, porque passei a andar muito mais. E com isso melhorei muito a minha saúde. E em segundo lugar, porque dirigir no Brasil é um inferno, especialmente por culpa dos próprios motoristas. 

Hoje eu caminho, tomo ônibus, metrô e trens. Por ter mais de 60 anos, tudo isso ficou gratuito. Táxi eu uso para ocasiões de muita necessidade. É claro que nem sempre é um prazer. Felizmente eu tenho a liberdade de escapar de horários de pico, que criam cenas como esta:

CPTM - Estação Pinheiros

Em geral meus deslocamentos acontecem em metrôs vazios. Quase nunca deixo de conseguir um lugar no ônibus. Com isso, eu posso descansar enquanto me movimento, geralmente lendo um ebook no meu celular. Ontem mesmo fui a uma festa familiar na cidade do Guarujá, aqui no litoral de São Paulo. Peguei um metrô linha 4 perto de casa, passei para outro da linha 1, fui até a Rodoviária, entrei num ônibus, e desci a serra com segurança e conforto, olhando a paisagem, lendo um pouco, tirando um cochilo. Deus me livre de fazer esse trajeto me estressando, arriscando a vida agarrado a um volante de carro e xingando os outros motoristas.

Uma das últimas linhas de ônibus elétrico de São Paulo. 
Bairro do Pacaembú.

Com toda a honestidade possível, eu digo que passo indiferente na frente de uma concessionária de carros zero, não importa de qual marca ou modelo. Nada daquilo me impressiona. O que eu queria na minha cidade era muito mais linhas e estações de Metrô e trens urbanos. E bondes, como os que vemos nas cidades mais evoluídas da Europa e da Ásia. Essa é minha utopia, não um carrão preso num congestionamento.

Metrô linha 2 - Estação Consolação

terça-feira, 23 de junho de 2015

Amsterdam, mijn liefde

Fotos: Dagomir Marquezi
O título deste post quer dizer: "Amsterdam, meu amor" em holandês. Tenho muitas razões para fazer esta declaração. Especialmente quando estou com uma câmera. Estas fotos foram tiradas durante o por do sol do dia 18 de maio num dos barcos turísticos que fazem um passeio pelos canais. 






quarta-feira, 17 de junho de 2015

Meu depoimento para o Segunda Sem Carne


Eu agosto vou completar 11 anos sem comer carne. Dei um depoimento aos organizadores da Segunda Sem Carne do Brasil. Este é um movimento vegetariano de alcance mundial, incentivado entre outros pelo venerável sir Paul McCartney. Apesar de não comer carne a semana inteira, acho muito importante que as pessoas com consciência cortem pelo menos um dia no seu consumo. Como diz o slogan acima, "É bom para você, bom para nós, bom para o planeta". Aqui está meu curto depoimento para o movimento Segunda Sem Carne:

domingo, 14 de junho de 2015

A magia do Periscope


Perto do Periscope, todas as outras redes sociais viraram um tédio. Estou escrevendo sobre o assunto para algumas revistas contando os detalhes. Na foto de cima, uma dançarina em Las Vegas.

Moinho em Utrecht, Holanda.

Um DC-3 pronto para decolar em Melbourne, Australia.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Minha revista favorita


Eu sou esfomeado por revistas. E nenhuma revista me dá mais prazer em ler que a Entertainment Weekly. Ela relata a história um ambiente extremamente criativo com um espirito de inovação que não se esgota. A EW dá uma aula do melhor jornalismo a cada semana. E as capas seguem o mesmo padrão de qualidade. Aqui vão algumas das capas publicadas neste último ano:





domingo, 24 de maio de 2015

Um homem pendurado no céu de Praga

 
Foto: Dagomir Marquezi

Praga tem o espírito livre. Quem conhece a cidade tem dificuldade de imaginar o horror que eles passaram em 7 anos de domínio da Alemanha nazista e logo em seguida por 47 anos de opressão soviética. Provavelmente por terem vivido 54 anos seguidos de ditaduras, hoje eles procuram uma certa leveza em tudo que fazem.  Turistas que visitam a célebre Cidade Velha são convidados a se surpreenderem onde menos se espera. Como com essa estátua pendurada contra o céu azul de Praga. 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Castro na galeria de detetives dos quadrinhos brasileiras

Só agora vi este verbete/homenagem escrito e ilustrado por Lancelot para o seu site HQ Quadrinhos. Meu Detetive Castro (ilustrado pelo mestre Flavio Colin) aparece numa galeria intitulada Detetives do Quadrinho Brasileiro. Sobre o personagem, Lancelot escreve que "O Detetive Castro é um herói urbano, tipicamente paulista, morando no centro de São Paulo, sempre se envolvendo em fantásticas aventuras, como por exemplo, no Caso da Mulher Dragão, contracenando com a personagem de Milton Caniff..." Para ler o verbete da HQ Quadrinhos, clique neste link. Para ler o Detetive Castro em quadrinhos, clique neste link.


sexta-feira, 15 de maio de 2015

Duomo: a catedral das catedrais


Embora a catedral de Notre Dame, em Paris, seja muito mais conhecida e badalada, o Duomo de Milão me parece ser a obra mais rica, ousada e completa. Provavelmente ninguém que a conheça vai conseguir decifrar todos os seus detalhes e conhecer todos os seus segredos. Logo mais vou publicar neste blog algumas fotos impressionantes do Duomo. Ela merece ser visitada pelo menos uma vez na vida.