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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Deus e os frangos


Li uma notícia na BBC Brasil sobre um conflito trabalhista ocorrido em Brasília envolvendo operários estrangeiros. Eles se queixam do trabalho a que são submetidos no abate de frangos destinados ao mercado de países muçulmanos. Segundo a reportagem, eles matam cada ave citando uma frase que começa com "Em nome de Deus". E executam um frango a faca a cada 0,8 segundo. 


É uma questão religiosa? Para mim, não. Tem mais ver com as opções que fazemos como país.


Mais detalhes na minha coluna da ANDA: http://www.anda.jor.br/13/02/2012/em-nome-de-deus

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Info: de volta ao passado


Na minha coluna na Info passei 5 meses em 2032. Foi uma ótima experiência. Tenho um fascínio pelo tempo, pelo fluxo dos acontecimentos, por essa quarta dimensão que o homem ainda não conseguiu controlar. (A não ser a equipe da Infolab2032).  


Hoje podemos administrar o tempo de uma maneira muito melhor, e isso devemos aos avanços tecnológicos. Mas às vezes me parece que o problema maior está no tempo mental de cada um de nós. Pessoalmente, eu me sinto seguro voltando aos anos da minha primeira adolescência. Ao mesmo tempo estou muito mais conectado ao que está para acontecer, daqui a 5 ou 10 anos. 


Mesmo voltando ao Brasil de 2012 (na Info de março), ainda me sinto no futuro, cercado pelo apego ao passado.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Próximo homenageado na Placar: Mario Pereira, o Perigo Louro


Mario Pereira vai ser o foco da minha próxima coluna Mortos Vivos da Placar. O "Perigo Louro" é um caso único na longa lista de homenageado. Nenhum outro jogador teve carreira tão curta (praticamente só dois anos). E nenhum outro viveu tanto (97 anos). O Mario virou um símbolo no Santos Futebol Clube por ter ajudado a ganhar o primeiro título importante do time, em 1935.


A história do Perigo Louro sai na Placar de março/2012.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Fina Estampa no fundo do poço do desrespeito aos animais


Racismo existe. Mas felizmente evoluímos ao ponto de considerar essa prática uma aberração fora da lei. O mesmo acontece com a homofobia. Está na hora dessa evolução chegar aos animais. Mas não contem com Fina Estampa para isso. Nessa novela as pessoas se xingam com nomes de animais o tempo todo. Seu autor parece ter uma compulsão de humilhar, espezinhar, mostrar que "bichos" são seres inferiores e indignos de qualquer compaixão.


Clique aqui para ler os detalhes (sórdidos) na minha coluna na ANDA. 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O dia em que eu fui anfitrião de uma orgia romana


Minha amiga, a super talentosa escritora e jornalista Cintia Cris coordenou para a Playboy em 2004 um grande infográfico sobre orgias romanas. Foi uma super-produção misturando cenários reais, atores fantasiados e efeitos de computador. Fui convocado para fazer o papel de dono da farra, o Anfitrião. 


Essas fotos aí de cima foram tiradas num estúdio no bairro de Pinheiros, em São Paulo, no dia 12 de fevereiro de 2004. Eu me senti num épico de Cecil B. DeMille com minha barba postiça, minha coroa de louros e meus anéis de ricaço do Império Romano. Foi uma tarde muito divertida, com cada parte do elenco fotografada individualmente. 


Fora a diversão, o trabalho da Cintia Cris e sua equipe passou a ser considerado um padrão de infográfico na Abril e fora dela. Aqui embaixo você vê um dos painéis:

domingo, 5 de fevereiro de 2012

The Economist: uma coleção de capas da mais importante (e criativa) revista jornalística do mundo


Só para variar, a Economist desta semana dá um show de criatividade. Eles fizeram uma capa sobre o Facebook com a cara e a "lógica" do Facebook. A britânica The Economist é um exemplo único na imprensa mundial. Eles conseguem se renovar e fazer jornalismo de altíssima qualidade há 168 anos. 


Eu assino a Economist há muito tempo, e acompanhei a feliz adaptação da revista para tablet e celular.  Deveria ser leitura obrigatória para quem é ou quer ser jornalista. Montei uma mini-exposição de capas recentes da Economist. Elas são uma fonte permanente de criatividade, inteligência e (quase sempre) bom humor a cada semana.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Livros: o tamanho da revolução


Escrevi um livro dirigido para o público juvenil e mandei o original para ser avaliado por uma grande editora. Esperei cinco longos meses por uma resposta e tudo o que eles tinham a me dizer foi: "Não nos interessa". Meu amigo Ricardo Soares escreveu um livro para o mesmo público, que vendeu o equivalente a 100 mil exemplares. Na semana passada ele recebeu o pagamento por essa mega-venda: um cheque de pouco mais de 3 mil reais.


Quando eu digo que o livro de papel enfrenta sua agonia, não quero bancar o moderninho. Nem é uma questão apenas tecnológica. É o modelo de negócio do livro tradicional que não tem mais sentido, pelo menos para quem escreve. Entre o escritor e o leitor existe um oceano de dificuldades, na maior parte causada pelo próprio papel: a fabricação, o transporte, a distribuição, o lançamento, o controle de vendas, tudo é difícil e caro. O que aumenta os preços, num país onde ler já é uma atitude exótica. Nessa conjuntura, as editoras não se arriscam. Sem editora, não se publica. É um ciclo vicioso.


O que muda com o livro digital? 1) o pagamento do autor pula de 6 a 10 por cento para de 30 até 70 por cento. 2) fica muito mais barato que a edição de papel, multiplicando as vendas. 3) as dezenas de pessoas que vão a um lançamento são substituídas por milhares de amigos e contatos virtuais no Facebook, Google+, Twitter, etc. 4) para a compra, a viagem incerta até o shopping é substituída por alguns cliques em casa ou qualquer lugar com wi-fi. 5) Com a facilidade de se editar um livro digital sozinho em casa, editoras se tornam opcionais, não mais o caminho obrigatório


É uma revolução, e eu não tenho medo dela.



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dores & Amores online no Festival Imagem dos Povos


O Festival Imagens dos Povos teve uma ótima iniciativa que pode servir de exemplo para outros festivais de cinema. Não só exibiu filmes em salas de cinema como está disponibilizando alguns deles pela internet por um tempo limitado. É o caso de Dores & Amores, lançado no Festival de Paulinia de 2010 e que por motivos burocráticos não pôde entrar ainda em circuito comercial.


O filme é uma adaptação livre de Dores, Amores & Assemelhados da escritora gaúcha Claudia Tajes e em trechos da minha peça Intervalo. O roteiro foi escrito pela escritora portuguesa Patricia Muller, pelo diretor Ricardo Pinto e Silva e por mim. No elenco estão a grande estrela dos musicais brasileiros Kiara Sasso, Marcio Kieling, Carlos Casagrande e atores portugueses como Jorge Corrula, Claudia Vieira e Sandra Cóias.


Para assistir Dores & Amores online, clique aqui. (É preciso se inscrever).


Para ler o roteiro do filme clique aqui.

Ricardo Pinto e Silva, Jorge Corrula,
eu e Sandra Cóias no Festival de Paulínia 2010

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

GoldenEye: o berço do mito 007 na VIP


Saiu a revista VIP com minha matéria sobre GoldenEye, a casa na Jamaica onde nasceu James Bond. Faz tempo que eu não escrevo uma reportagem tão grande e conceitual. Nela eu viajo no tempo para contar como o agente 007 nasceu numa manhã de 1952 numa escrivaninha de canto de quarto de Goldeneye. O título se refere apenas ao que a série já rendeu no cinema (sem contar quadrinhos, livros e merchandising). A matéria ganhou - adivinha? - 7 páginas da VIP de fevereiro. 


Não é exatamente uma matéria gonzo, mas não deixa de ser. Principalmente quando eu vou visitar a praia de Laughing Waters, onde foi filmada a cena mais  icônica do primiro filme da série, O Satânico Doutor No. E sem querer eu acabei vivendo uma cena bem parecida com a da ficção.


Além da realização do sonho em si, eu tenho outra alegria com essa edição da VIP: pela primeira vez eu divido uma chamada de capa com meu sobrinho Guilherme Marquezi Odri (que assina a matéria sobre Las Vegas). A versão para iPad inclui dois mini-vídeos que eu gravei na Jamaica.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Voando na linha do tempo



Tenho me divertido com a Linha do Tempo. Foi uma grande sacada do Facebook que deixou o Google+ para trás. O Timeline é um jeito semi-automático de criar uma foto-biografia juntando flashes de nossas vidas. Posts, imagens, vídeos, referências, empregos, escolas, eventos - tudo vai se encaixando automaticamente. (Desde que você identifique a data e o lugar de cada coisa corretamente).Tenho registros desde quando tinha poucos meses de idade. O Timeline fica valendo também como um site de referência, já que o usuário pode incluir links. Para que fique atrativo e útil, precisa ser administrado. De vez em quando eu limpo os detalhes que não devem permanecer. E escolho o que é essencial.


É mais fácil entender vendo a linha do que lendo minha explicação. Conheça minha linha Linha do Tempo Facebook clicando aqui.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ashley Hames e arte do jornalismo gonzo


Segundo o verbete na Wikipedia, "gonzo é um estilo de jornalismo escrito sem  pretensão de objetividade, geralmente incluindo o repórter como parte da história numa narrativa na primeira pessoa". O termo seria uma gíria de origem irlandesa significando o "último homem a ficar de pé numa maratona de bebedeira". O inventor do estilo é o americano Hunter S. Thompson. Eu escrevi algumas matérias gonzo para revistas da editora Abril. (Entre outras coisas fiquei exposto num zoológico e fingi tocar sax com o Jota Quest). A matéria sobre o nascimento de James Bond (que sai na próxima VIP) é semi-gonzo. 


Tenho assistido os programas de um mestre do estilo: o britânico Ashley Hames, que apresenta um programa chamado Sin Cities ("Cidades do Pecado", na GNT). Ele experimenta o que mostra. Ao contrário da primeira impressão, geralmente sua experiência é frustrante. E ele tem a capacidade de gozar da própria cara. Já foi furado por piercings, já participou como figurante de filmes pornô de quinta, já se masturbou para uma webcam. Ashley é muito engraçado e consegue manter a objetividade entrevistando uma mulher que transa com quatro vizinhos ao mesmo tempo.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

BioBooks: o criador


Estamos finalizando o primeiro livro da BioBooks: Juscelino. O lançamento já está marcado para o dia 3 de abril, em Brasilia. Participar da criação de uma editora desde o início tem sido uma grande aventura para mim e para todos os envolvidos. E quem começou tudo foi Marcos Amaro, um jovem investidor que quer construir uma forte marca cultural entre seus empreendimentos. Já temos um segundo nome sendo biografado (Raul Seixas) e várias sugestões para o terceiro.


O Marcos deu uma entrevista ao João Dória Jr no programa Show Business. Fala sobre a influência do pai Rolim Amaro, e anuncia a breve chegada às livrarias da marca BioBooks. A entrevista:

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Eu e a escrivaninha de 12 bilhões de dólares na VIP


Estou muito feliz de voltar a escrever para a VIP. Com o apoio do editor Ricardo Lombardi, pude escrever uma longa matéria, cheia de detalhes, sobre minha viagem até a Jamaica no início do último dezembro. A matéria conta o nascimento de James Bond e a história do seu autor Ian Fleming na cidade jamaicana de Oracabessa. E trás detalhes sobre a filmagem (lá perto) de uma cena do primeiro filme 007, O Satânico Dr No, que completa 50 anos em 2012. Todos os 14 livros originais foram escritos na mesma escrivaninha, no mesmo canto da mesma sala de uma casa batizada de Goldeneye.


A matéria sai na VIP de fevereiro. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Morto-Vivo de Fevereiro na Placar: Luizinho Pequeno Polegar, ídolo alvi-negro


Um bom teste de profissionalismo para um palmeirense como eu é escrever a coluna Mortos-Vivos da Placar homenageando um rival corinthiano. É o caso de Luizinho Pequeno Polegar (1930-1998), o  popularíssimo Camisa 8 que praticamente passou sua vida no Parque São Jorge. Ele foi um dos precursores dos bad boys. E sua jogada mais famosa desmoralizou um atacante do Palmeiras.


Quer saber? Quando escrevo o Mortos-Vivos, eu visto a camisa que tem que ser vestida. Viro um entusiasta do time do retratado, seja qual for ele. Depois de 6 anos de coluna, não é tão difícil.


Mortos Vivos Luizinho Pequeno Polegar vai ser publicado na Placar de fevereiro 2012.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Raios! Nas lojas, com os Mamonas Assassinas


Eu meio que parei de comprar DVDs. Mas de vez em quando entro nas lojas para conhecer as novidades e quem sabe achar alguma coisa muito interessante. Não é todo dia que encontramos um DVD com nosso nome nos créditos.


Pois saiu o DVD do documentário Mamonas Pra Sempre, dirigido pelo produtor Claudio Kahns. Eu estou listado como Direção de Entrevistas. Na verdade as entrevistas faziam parte das pesquisas que usei para escrever o roteiro do longa metragem de ficção que  acabou não saindo. Boa parte dos entrevistados está falando comigo. O DVD tem cenas exclusivas, muita coisa inédita, e está à altura do bom nome dos Mamonas.


Se você ainda não viu o trailer, aqui está: