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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Um mundo de revistas

Eu sou "rato" de banca de jornal desde a minha pré-adolescência. A primeira vez que eu tentei arrumar um emprego foi numa banca. Mais tarde eu passei a trabalhar em revistas, e comprar só importadas. E quando parei de ir a bancas de jornais passei a frequentar um lugar muito melhor: a internet. Onde posso encontrar revistas de literalmente qualquer parte do mundo e assinar algumas delas por um preço muito razoável. Uma dessas "bancas" virtuais é o site PDF Magazines de onde foram tiradas essas capas:


 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Um selfie em Budapeste


Em 2006 eu estava de férias com um passe do Eurail para viaja para qualquer lugar que eu quisesse pela Europa. Com um passe desses podemos pular de cidade em cidade sempre viajando em primeira classe. No dia 18 de agosto eu tinha algumas um dia inteiro de folga em Viena. Decidi pegar um trem para Budapeste.

Foi um sufoco. A estação fica numa região menos turística da capital da Hungria, onde praticamente ninguém falava inglês. E o húngaro é uma língua absolutamente incompreensível. Tudo o que eu consegui fazer foi identificar um McDonalds para improvisar um almoço, circular por umas avenidas de inspiração stalisnista e voltar para a estação.

Eu tinha uma conexão para Zurique e precisava estar de volta a Viena antes das 21 horas. Fui para a estação na hora marcada. E o trem para a Áustria começou a demorar, e a demorar... Atrasou umas 3 horas de aflição. Mas deu tudo certo. Espero voltar um dia com mais tempo para conhecer a bela cidade dividida pelo rio Danúbio. 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

My personal Beatles # 1: Rain


No natal de 2015 o mundo do streaming foi presenteado com os Beatles. Ainda faltam alguns álbuns, mas a discografia básica está lá. A primeira coisa que eu fiz foi criar uma playlist no Spotify que eu chamei de "My Personal Beatles". Deixei de lado algumas obviedades (Yesterday, Hey Jude) e outras que não gosto (Maxwell Silver Hammer). A lista ficou longa: 104 (total de músicas disponíveis: 226).  São 4 horas e 44 minutos de escolha pessoal de Beatles.

Eu prefiro as canções mais obscuras. mais experimentais, menos conhecidas. Vou falar sobre algumas delas neste blog. A primeira é Rain, composta por John Lennon em 1966. Deveria fazer parte do álbum Revolver, mas acabou virando o lado B de compacto. Nessa época os Beatles estavam fartos da histeria dos shows e queriam ficar no estúdio experimentando novos sons e criando discos cada vez mais complexos. Além disso, começavam a tomar LSD. Rain é uma canção simples apenas na aparência. Sua letra pode significar o uso da meteorologia na falta de assunto ou pode também significar uma nova visão nova da realidade através do ácido lisérgico.

Rain é a primeira gravação "psicodélica" dos Beatles, e uma das primeiras na história do rock. No minuto 02:25 a banda faz um breque e volta para a música de uma maneira inédita para a música pop da época. Ringo Starr considera sua participação nesta faixa como a melhor da sua carreira. Paul McCartney toca seu baixo usando as notas mais agudas. A voz de Lennon está num ponto fixo do canal esquerdo, o coro de backup (John, Paul, George) no canal direito. No finalzinho, ainda de um jeito muito discreto, Lennon e o produtor George Martin encaixaram o som das vozes e das guitarras tocadas de trás para frente - uma revolução para a época.


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A Força desperta para mim


Nunca fui muito fã da saga Star Wars. As razões para isso são muitas, mas o fato é que, ao contrário de outras séries do cinema, eu não ficava muito entusiasmado com o anuncio de um novo episódio. Claro que gostava de figuras como Darth Vader, os robôs, os alienígenas, as naves... Mas a saga sempre me pareceu confusa e de alguma maneira emocionalmente fria e mecânica.

Acontece que sou fã de carteirinha do cineasta J J Abrams, e assisto qualquer coisa que ele produza/dirija/escreva desde os tempos da série Alias. Ontem fui assistir sua versão de Star Wars, com o episódio The Force Awakens. E agora sim, graças a ele virei fã. O filme me agarrou pela gola desde o primeiro minuto. Ajudou muito ter assistido em 3D numa sala IMAX. É ação pura, sem parar, com bons toques de humor e a dose certa de emoção (que não existia em episódios anteriores).

Fiquei impressionado especialmente com o visual do filme. O design é marcante, seja representando pequenas armas ou planetas inteiros. Os novos personagens Rey (Daisy Ridley) e Finn (John Boyega) funcionam muito bem nessa nova fase. J J Abrams (que também escreveu o roteiro com os veteranos Lawrence Kasdan e Michael Arndt) acertou em cheio de novo. Não vejo a hora de assistir o próximo episódio. 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Uma nova chance


2015 não foi fácil e pelo jeito 2016 vai ser difícil. Que o ano novo traga novas oportunidades e uma nova visão de mundo aos leitores deste blog. Viver é maior que as crises. Obrigado a todos pela atenção de vocês! Ótimo ano novo!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Blind Brothers, a pior dupla de blues de todos os tempos


Depois de ampla pesquisa antropológica finalmente foi recuperada a raríssima gravação de "Down Mississipi" com a dupla Blind Brothers. Considerada a pior dupla de blues do mundo, os Blind Brothers estão pensando em se reinventar e voltar ao mercado como os Deaf Brothers. Confira:

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Lagoa Encantada, Bahia: salva, por enquanto


Em 2010 eu fui contratado (através do ambientalista Fábio Feldmann) pelo Instituto Arapyaú para dirigir uma campanha pelas redes sociais em defesa da reserva ambiental Porto Sul/Lagoa Encantada, ao norte de Ilhéus. Os governos estadual e federal queriam implantar nesse pedaço do litoral baiano um complexo portuário/ferroviário para escoar minério de ferro direto para a China. O jornal O Estado de São Paulo noticiou ontem que, pelo menos por enquanto, a vitória é da preservação:

"Em mais uma tentativa para salvar a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e colocar de pé ao menos um pedaço do projeto, o governo da Bahia decidiu abrir mão, pelo menos por enquanto, da construção do Porto Sul, um complexo de R$ 5,6 bilhões que pretendia construir em uma praia isolada, no litoral norte de Ilhéus (BA). Agora, o plano é fazer com que o traçado final da ferrovia seja redirecionado para o atual Porto de Malhado, que está localizado no centro de Ilhéus.

O plano está quase fechado e, conforme apurou o Estado, já foi tema de reunião entre o governador da Bahia, Rui Costa, e o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues. A ideia é construir um centro logístico a cerca de 40 km de distância do cais de Malhado, no entroncamento das Rodovias BR-101 e BR-116, no município de Uruçuca. A partir desse ponto, a carga da Fiol seria descarregada dos vagões e enviada até o porto em caminhões, por meio de uma rodovia estadual
Segundo Lafuente, o plano B agora adotado pelo governo baiano não significa que o projeto do Porto Sul foi abandonado. “Nós não perdemos a necessidade de ter um transporte com grande movimentação, o que está diretamente ligado à construção do Porto Sul. ” (...) Iniciada em 2010, a ferrovia tinha conclusão prevista para 2013. Hoje se fala em entrega em 2018, mas não há, efetivamente, segurança de que isso ocorra. Enquanto isso, seu orçamento já saltou de R$ 4,3 bilhões para R$ 6,5 bilhões".


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

As muitas caras de Birdman


Só agora assisti Birdman, o filme dirigido e co-escrito por Alejandro González Iñárritu que ganhou uma penca de Oscars. Gostei. Mas nem tanto. Mesmo assim, achei uma experiência cinematográfica original e muito bem realizada.

Eu coleciono os posters (digitalizados) dos filmes que assisto. Dei um Google em busca do poster de Birdman e encontrei um monte, realizados por muitos artistas cada um com sua visão. Aqui vai uma seleção desses posters:







segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Minha droga preta


Eu tenho síndrome de abstinência de café. Preciso daquela água quente e negra depois da minha primeira refeição, ou eu fico sem funcionar direito pelo resto do dia. Quando dou o primeiro gole, meus circuitos cerebrais começam a funcionar de verdade. Até o próximo café. Mas não exagero. Tomo 4 por dia e nunca passo disso. Quase nunca.

Meu penúltimo encontro com o Rene Decol (ver post abaixo) foi num café super fashion aqui da Vila Madalena. Era um café cultivado em locais especialíssimos de Minas Gerais, servido com um ritual cheio de isso-pode-isso-não-pode. E custava 10 reais a xícara. Experimentei. Esqueci 10 minutos depois do último gole.

Assim que cheguei em casa preparei um café ao meu jeito: Melitta Extra-Forte no coador, em dose dupla de pó. Ahhhhh... Aquele cheiro... O sabor... As sinapses fazendo conexão e provocando choques no meu cérebro... 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Rene Decol *1958 +2015


Conheci o Rene Decol no início dos anos 1980, na sala de exames médicos de O Estado de São Paulo. A gente estava  entrando no jornal para fundar o Caderno 2. O Rene não tinha "cara de jornalista". Era um sujeito sofisticado, amante do jazz, com um inconfundível ar blasé. Ficamos muito amigos. Na redação, ele era famoso por pegar a cadernetinha de telefones e ligar para as garotas tentando marcar um encontro. Começando pela letra A. "Anita? Oi, tudo bem? Você vai fazer alguma coisa hoje?" Se a Anita não pudesse ele seguia em frente, em ordem alfabética. "Bia? Oi, tudo bem?..." Uma noite nos reunimos com outros membros da redação para tocar num bar perto do Estado. Rene era o saxofonista e eu,o baterista.


Acabada a aventura do Estadão, continuamos nos encontrando. Em 1990 o Rene mostrou toda sua generosidade ao me convidar a passar 15 dias no seu apartamento em Manhattan. Foi minha primeira viagem a New York. (A foto lá de cima eu tirei no seu apartamento da 86 East Street). Depois viramos vizinhos em São Paulo. Os encontros se tornaram mais raros. Recentemente fizemos um trabalho juntos para um documentário sobre café. Qualquer oportunidade era boa para colocar nossas vidas em dia.

No dia 16 de setembro, há míseros 2 meses e 10 dias, nos encontramos num restaurante do bairro de Pinheiros. O Rene estava com com sua cara de galã, agora com um cavanhaque. Foi um excelente almoço. Falamos de nossos rumos profissionais, de amigos e de mulheres. Conversamos sobre o curso de música clássica que ele estava dando. Falamos sobre nossas paixões musicais, Frank Zappa e Joseph Haydn. Sua única preocupação era uma persistente inflamação na próstata. Passei o telefone do meu urologista. Nos despedimos marcando um novo almoço lá mesmo no Barão Natural, o mais breve possível.

Mas o Rene se foi, e com ele um pouco da luz deste mundo.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

SPECTRE podia ser muito melhor (e mais curto)


SPECTRE é o 24o filme oficial de James Bond, ou 28o se a gente contar os não-oficiais também. Já disse aqui e repito: eu nasci no ano em que o primeiro livro do agente 007 foi lançado. Bond me acompanha pela vida, e espero que me acompanhe até o fim. Cada lançamento de filme é um evento pessoal ansiosamente aguardado.

Dito isso tudo, sou obrigado a dizer que SPECTRE (agora nos cinemas) não se encaixa entre os melhores da série. O excelente Skyfall levantou demais as expectativas para o próximo filme, dirigido pelo mesno Sam Mendes. O resultado atende a todos os desejos de um bondmaníaco, mas pareceu um pouco forçado na sua ambição. (E no tamanho também: com 148 minutos é o mais longo de toda a série).


O novo filme tenta juntar todos os 3 anteriores da fase Daniel Craig numa única saga, e relançar a organização criminosa SPECTRE. O complô se torna tão vasto que perde um pouco da força. E perto do exuberante e original Javier Barden (o vilão de Skyfall), Chris Waltz, o mega vilão de SPECTRE, ficou pequeno e convencional.

Certas cenas valem o preço do filme - como a abertura no México, as cenas sobre a neve na Áustria, e o lindo passeio de trem pelo Marrocos. Outras coisas irritam, como a música tema, cantada pelo queridinho depressivo da hora, Sam Smith. E às vezes o roteiro nos trata como bobos. Por outro lado, a atividade sentimental/sexual de Bond neste filme é bem mais interessante do que foi em Skyfall. Foram escolhidas duas atrizes à altura do mito, Léa Seydoux e Monica Bellucci, a primeira Bond Girl cinquentona da série.

Deixei claro que SPECTRE não está entre meus favoritos. Mas assistiria amanhã de novo.

domingo, 25 de outubro de 2015

Um Sonho a Mais: selinho 30 anos à frente


O site Notícias da TV publicou uma matéria de Thell de Castro registrando um pioneirismo na TV brasileira. 30 anos atrás a novela Um Sonho a Mais colocou 4 atores vestidos de mulheres em cena e realizou o primeiro selinho entre homens. 

Hoje os autores que incluem cenas desse tipo se consideram heróis quando estão apenas cumprindo uma agenda cultural obrigatória. Mas fazer isso em 1985 foi bem mais complicado. Tudo começou porque o personagem de Ney Latorraca (Volpone) se disfarçava em várias personalidades e a que fez mais sucesso foi Anabela. O banqueiro Pedro Ernesto (Carlos Kroeber) se apaixonava por ela sem saber que era apenas um disface, e o selinho pioneiro aconteceu entre os dois. Por várias razões do enredo, os atores Marcos Nanini e Antonio Pedro também se travestiram e a eles se juntou Patricio Bisso, no papel da psicóloga Olga Del Volga.

A matéria de Thell de Castro mostra que ao invés de aplausos e adulação a novela ganhou perseguição de parte do público, da censura e da própria rede Globo. Há apenas um erro de informação: Um Sonho a Mais, iniciada por Daniel Más, passou a ser escrita por Lauro Cesar Muniz, por Mário Prata e por mim.


Para ler a matéria completa clique aqui.


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Quebrando a cara na minha brevíssima carreira de ciclista


Não tive bicicleta quando fui criança. (Mas meus pais me deram um patinete vermelho e eu fui muito feliz com ele). O fato é que eu nunca soube andar direito de bicicleta. Então resolvi comprar uma para finalmente aprender.

No dia 12 de outubro de 1996 (Dia da Criança...) decidi equipar minha bike com velocímetro, farol e o escambau. Descobri onde havia uma boa loja e saí do meu prédio no fim da tarde dando o maior pau na calçada. Na primeira esquina havia uma ladeira à direita. Brequei com a mão errada. A roda dianteira travou, a bicicleta deu uma pirueta e eu caí de cara no chão, espirrando sangue para todo lado.

Fui levado por parente caridosos até um pronto socorro, Lá fiquei sabendo que tinha quebrado o nariz. A parte mais desagradável foi tomar anestesia na narina. O médico então enfiou uma pinça lá dentro, puxou para fora e... cleck! Passei umas semanas engessado. Essas marcas de esfolamento me dão problema até hoje. 

Mas o que mais doeu foi perder naquela noite de outubro o primeiro show de George Clinton, grão-mestre do funk, em São Paulo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Novidade no Google: digitando sem os dedos


Eu estou escrevendo esse texto sem usar as mãos Eu falo pelo microfone e as palavras aparecem na página em branco do Google Docs O sistema está sendo aperfeiçoado A pontuação ainda não está disponível em português mas isso é uma questão de pouco tempo É uma revolução para qualquer pessoa quem vive de escrever O pensamento vai direto do cérebro para a página Isso vai possibilitar que pessoas com limitações físicas possam escrever sem ter que usar o teclado e o mouse Este texto foi inteiramente ditado eu só vou corrigir algumas falhas

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Tubarões Voadores atacam em Piracicaba

Tenho muito orgulho dessa página de quadrinhos, pois ela faz parecer que eu colaborei com o Luiz Gê na elaboração de Tubarões Voadores, uma de suas obras primas (depois transformada em música por Arrigo Barbabé). 

Esta pagina faz parte da exposição Luiz Gê Quadro a Quadro, aberta até o dia 4 de outubro dentro do Salão de Humor de Piracicaba. Já disse aqui e repito: Luiz Gê - na minha opinião - é o melhor artista de quadrinhos do Brasil em todos os tempos. Quem puder aparecer lá (Avenida Maurice Allain, 454 - Piracicaba SP) não vai se arrepender.

Outras imagens da exposição: