segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Eu sou um PanAm Frequent Traveler


Já tive uma carteirinha de milhagem da PanAm, a empresa sólida de aviação fundada em 1927. Tinha tanto prestígio que em 1968 o lendário filme 2001 - Uma Odisseia no Espaço (de Stanley Kubrick) mostrou uma nave espacial da empresa fazendo a ligação com uma estação orbital.


Em 1964, a empresa começou a fazer reservas para seu primeiro voo para lua, calculado para acontecer em 2000. 10 anos antes de 2001 a PanAm entrou em falência e fechou as portas. Mas permaneceu presente no insconsciente da cultura pop. A rede americana ABC lançou em 2011 uma série com o nome PanAm.

Se a PanAm voltar um dia e se retomar seu projeto de viagens à lua, eu já tenho minha carteirinha de milhagem!


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O que eu tenho a dizer sobre política


Eu costumo votar num determinado candidato para deputado federal. Faço isso por duas razões básicas: 1) Ele é o mais atuante deputado no campo dos direitos animais e defesa do meio ambiente. 2) Não se envolveu em nenhum escândalo ou ato de corrupção.

Desde a última eleição eu assinei o Boletim "Acompanhe seu Deputado". Este boletim semanal me avisa das atividades desse deputado. Se ele 1) deixar de atuar nos campos de direitos animais e ambientalismo e/ou 2) se envolver em atos ilícitos, eu deixo de votar nele.

Não passo meus dias xingando genericamente "os políticos". Eu voto com consciência e acompanho o candidato no quem eu votei semana a semana para apoiar seus atos com os quais eu concordo e criticar os atos com os quais não concordo.

O Boletim pode ser assinado neste link.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

De volta à infância com Monteiro Lobato e a arte de Augustus - Parte 2


Mais capas de Augustus para a inesquecível (para minha geração) coleção Monteiro Lobato da editora Brasiliense. Agradecimentos especiais a Ricardo Dias e Letícia Carneiro.







quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

De volta à infância com Monteiro Lobato e a arte de Augustus - Parte 1


Monteiro Lobato foi o verdadeiro educador da minha primeira infância. Eu frequentava a escola, claro. Mas esse grande escritor paulista me ensinava de um jeito muito mais divertido e eficiente. Ele falava de ciência, aritmética, geografia, história, literatura, astronomia vendo o mundo através do seu Sítio do Picapau Amarelo. Por muitos anos eu fiz parte da família de Dona Benta.

Graças à boa vontade dos meus pais, eu fui um feliz proprietário dessa coleção da Editora Brasiliense com ilustrações internas de Le Blanc e essas inesquecíveis capas de Augustus, Com o tempo, aconteceu o inevitável: a coleção foi doada em alguma mudança da família.

Agora meu amigos Ricardo Dias e Letícia Carneiro me possibilitaram um passeio pelo meu passado. Eles felizmente guadaram essa coleção e me forneceram fotos das capas. Eu dei um tratinho gráfico nelas e - voilá! - voltei aos tempos de criança faminta de conhecimento  com essas capas mágicas. E tudo começou com Aventuras de Hans Staden, meu primeiro livro, que eu ganhei do meu querido tio Carlito:









domingo, 4 de dezembro de 2016

Parabéns pelos 88 anos, meu pai campeão!

 

Nosso querido pai (meu e da Diva), Decio Marquezi, faria hoje 88 anos. Foi embora muito cedo, mas prefiro pensar nos 62 anos que esteve entre nós do que nos 26 que não esteve. Me deixou como herança meio apartamento, o gosto pela música, a ética do trabalho, o bom humor, a devoção ao Palmeiras, os bons modos, a enciclopédia Barsa, o respeito a qualquer ser humano, a coleção de discos 78RPM, a humildade, a paciência, a atração por tecnologia, a calvície, a tara por manga gelada, as viagens de trem, a cara de pau, e todas as lições que eu usei para criar meu próprio filho, o Ícaro. 

Feliz aniversário, pai. Espero que você já tenha reencontrado seu único e verdadeiro amor, nossa mãe Dirce.


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Auika! está digitalizado e disponível. E aí vem Auika-2!

Ilustração: Flávio Del Carlo

Meu primeiro livro, Auika!, foi produzido (em 1980) em condições inimagináveis para os dias de hoje - com cola, tesoura, gilete, xerox e máquina de escrever. Tudo feito em casa, com a ajuda de um bando de amigos fiéis. O livro era inteiramente ilustrado, com primorosa direção de arte de Lu Gomes ("a arte vale o preço", disse o crítico literário da revista Playboy na época). Tinha também as ilustrações do saudoso Flávio Del Carlo.

Não me orgulho de tudo o que escrevi nesse livro, uma coletânea de artigos escritos no início da minha carreira de jornalismo, quando eu achava que ia ser o "Umberto Eco brasileiro". Afinal, com 27 anos, eu era um poço de imaturidade, especialmente política. Mas valeu o esforço de todos nós.

O livro hoje está digitalizado e disponível neste link. Lembrei dele porque estou finalizando uma espécie de volume 2. Até lá, fica minha saudação inca-venusiana: Auika!

Capa: Lu Gomes

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

O fim da (minha) era do carro



Claro, eu já fui fissurado em ter um super carro, mas acho que o auge dessa fantasia foi em plena adolescência. Eram sonhos. A realidade foi um Gordini vinho, o primeiro carro que meu pai comprou, e eu nunca vou me esquecer dele pelo fato de ter sido o primeiro.

Vieram Fuscas e Brasílias (tirando o Gordini, minha família sempre foi fiel à Volkswagen). Fiz muita besteira em carro, como correr, me distrair, avançar sinal. etc mas graças a Deus nunca me aconteceu nada de grave. Quando eu comecei a comprar carro, estagnei no VW Gol. Não queria outra coisa. Não ambicionava. Eu queria (e ainda quero) era andar de trem. Mas a experiência neurótica de ser motorista em São Paulo foi ficando cada vez mais desagradável. E perigosa.


Um dos Gols que eu mais gostei foi esse vermelhinho de chapa BMP-9428. Depois veio a fase dos carros 50 tons de cinza. Aí, já sem a menor motivação, só movido pela "necessidade", comprei meu último Gol - esse DZH-9587 abaixo. que foi dividido com meu filho Ícaro. Um dia, com problemas financeiros, eu vendi o bravo DZH - e essa foto embaixo é o momento em que o comprador leva meu Golzinho querido embora. Não minto: foi triste.


Essa foto marca o último momento em que eu tive um carro. Depois que ele se foi, nem pensei mais em comprar outro. Hoje eu ando pela cidade de metrô, ônibus, trem - e eventualmente um Uber. Sou muito mais feliz, muito mais bem resolvido como cidadão, passei a amar São Paulo ainda mais profundamente. O pior lugar para se viver aqui é atrás de um volante.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

A arte em close-up

 

Às vezes eu dou um tempo no trabalho visitando museus pelo mundo. Para isso, uso o Google Cultural Institute, com seu imenso universo de obras de arte. Eu olho o quadro todo, mas gosto de procurar seus detalhes. Dou um close up em busca de um olhar, de uma cena íntima, busco meu próprio enquadramento. No exemplo aí de cima, "A Mulher de Preto", de Robert Henri (1910).


"Toque", de Jan P Saenredam (1565)


"Lighthouse Hill", de Edward Hopper (1927)

sábado, 3 de setembro de 2016

56 anos depois, achei o desenho em que o Pateta enlouquece no trânsito


Lá por 1960 eu tinha meus 7 anos de idade e passava boa parte dos meus dias assistindo TV. Nessa época para uma criança como eu o "horário nobre" era Disneylandia. O programa era apresentado pelo próprio Walt Disney e apresentava as produções de seu estúdio. Não havia nada mais bem produzido e cobiçado pela criançada dessa época.

Assisti dezenas de desenhos animados no Disneylandia. Mas nenhum foi mais marcante que Motor Car (aqui traduzido como Senhor Volante), produzido em 1960. O roteiro foi escrito por Dick Kinney e Milt Schaffer, a direção é de Jack Kinney. O desenho mostra o Pateta no papel de um cidadão pacato, incapaz de matar uma formiga. Mas que quando começa a dirigir seu carro se transforma num monstro assassino.


Eu nunca mais me esqueci desse episódio em particular. E, curiosamente nunca mais consegui assistir uma reprise nesses últimos 56 anos. Hoje eu o localizei no YouTube. Motor Car é uma obra prima, que reflete cada um de nós enlouquecidos pela barbárie do trânsito. Quando vendi meu carro, passei a ser muito mais feliz e saudável. Não há como esquecer esse incrível desenho como referência:

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A surpresa que veio de Havana

Uma das melhores coisas que aconteceram no último fim de semana foi conhecer o Ares. Seu nome verdadeiro é Arístides Esteban Hernández Guerrero, e ele foi um dos jurados do Salão de Humor de Piracicaba deste ano (do qual eu sou presidente).

A palavra "Cuba" está tão corrompida pela utilização política e ideológica, que eu não esperava muita coisa de Ares. Provavelmente um cartunista panfletário com pose de herói. Encontrei um sujeito que evita falar de política e transforma qualquer lugar por onde passa numa fonte de gargalhadas. Ares nasceu em Havana (onde ainda mora) em 1963 e se formou em psiquiatria. Mas tornou-se internacionalmente conhecido pelas sua arte.


Ares trabalha no limite entre o cartum e outras formas de arte, como a pintura, a colagem e a escultura. Mistura influências, observa o absurdo da vida, faz pensar. É, enfim, um artista de verdade. E um sujeito muito engraçado.






domingo, 21 de agosto de 2016

Salão de Piracicaba 2016: os premiados estão escolhidos


Este ano eu tive a honra de ser convidado para ser o presidente do Salão de Humor de Piracicaba. É um evento importância global em termos de humor gráfico. Neste último sábado o juri se reuniu para escolher os vencedores deste ano.  O Salão teve participação de candidatos de muitos países, especialmente da Europa e Ásia. A seção de caricaturas estava especialmente rica - um dos exemplos é esta acima, de Leonel Messi, por um autor sérvio.

Ainda não posso dizer quem foram os vencedores, que serão revelados em cerimônia pública no próximo sábado. Mas durante esta semana vou dar alguns detalhes do evento, que foi coberto assim pela imprensa local:






quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Eu e O Globo: de Obrigado Doutor a Intervalo


Meu espírito de historiador me levou a ter acesso a mais um valioso acervo: o do jornal O Globo. Por instinto, o primeiro assunto que eu pesquisei foi meu próprio nome. Esses foram alguns dos achados?

11 outubro 1981:

10 junho 1986:

23 maio 1993:

 13 outubro 1993:
 5 outubro 1997:

 10 agosto 2000: 

13 novembro 2004: