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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Peças para um museu pop


Uma das muitas experiências na internet que eu desenvolvi (e tive que suspender) foi o Ponto Pop. Era um blog (ligado a uma revista já extinta) dedicado a cultuar o que a imprensa e os intelectuais costumam desprezar: a boa e velha cultura pop. É o caso do Capitão 7 (imagem no alto), o primeiro super herói brasileiro, criado a partir de uma série da TV Record.

Outras peças para um hipotético Museu Pop:

Anúncio para jornal da primeira telenovela brasileira, 2-5499 Ocupado, produzida pela TV Excelsior em 1963. Os protagonistas já eram Tarcísio Meira e Gloria Menezes.

Cartaz de Le Magnifique (1973), o pouco conhecido filme do francês Philippe De Broca satirizando a onda James Bond. Atuação inesquecível do grande Jean-Paul Belmondo. 

Judoca, outro super herói autenticamente brasileiro, criado para a editora EBAL por Pedro Anísio e Eduardo Baron em 1969.

Brigitte Montfort, a espiã criada na Espanha que conquistou os brasileiros através das capas criadas pelo gaúcho Benício, mestre absoluto da arte pop.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Mais Intervalo: no camarim, com o elenco da peça



Mais um toque da noite de estreia de Intervalo no Teatro Vannucci, Rio de Janeiro. Depois da apresentação fui cumprimentar o elenco no camarim, e o clima era esse, de alegria e prazer pelo trabalho realizado. Da esquerda para a direita: Amaury Silva, Claudiana Cotrim, Rogerio Brum, Beatriz Winicki e Anike Couto. Meus agradecimentos a todos eles e ao diretor, Josué Soares.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Minha estreia no palco (aos 61)


Já vi meus textos e roteiros em muitas mídias e linguagens: TV, radio, quadrinhos, fotonovelas, etc. Faltava a nobre arte do teatro. Quando ganhei o premio Funarte de Dramaturgia em 2004 com Intervalo, achei que minha estreia como autor teatral aconteceria rapidamente. Mas (tirando duas leituras públicas) eu teria que esperar mais dez anos para ver uma montagem da peça.

Sexta feira, 3 de outubro passado esse marco na minha vida profissional finalmente aconteceu. Estreei oficialmente minha carreira teatral aos 61 anos, e tenho muito orgulho disso. A estreia aconteceu no Teatro Vannucci, Rio de Janeiro e estas são algumas das imagens desse dia inesquecível para mim:

Andrea M. Odri e Diva Marquezi, respectivamente 
minha sobrinha e minha irmã, companheiras dessa viagem.

No palco, depois da apresentação. 
Com o elenco: (a partir da esquerda) Rogério Brum, 
Anike Couto, Claudiana Cotrim, Beatriz Winicki e Amaury Silva

Com os dois diretores de TV e grandes amigos 
desde os tempos da rede Manchete: 
Marcelo Zambelli e Vik Junod.

O dramaturgo e diretor Rodrigo Scheer 
e a veterana atriz Ilva Niño, 
um monumento da telenovela brasileira.

Com minha grande 
amiga, Renata Azevedo.

Intervalo acontece às sextas e sábados, 18:30, no Teatro Vannucci. Para saber mais detalhes (e comprar entradas), vá ao site oficial da peça clicando aqui.


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Passagem para Marte


Um dia na vida: Angra dos Reis 26 janeiro 2002


Em 2002 fui convidado a escrever uma matéria sobre a ilha de Caras (em Angra dos Reis) para a revista Viagem & Turismo. Matéria estilo gonzo: fui para a ilha fingindo ser uma celebridade. Não faltou nem a pose de playboy sobre um jetski Kawasaki. Foi divertido, mas saí da ilha com uma insolação. A foto acima mostra o meu estado de fritura ao sol de Angra.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

10 retratos de uma cidade gentil: São Paulo, 1947


Boa parte dos arquivos da lendária revista Life está hospedada numa página da Google. São imagens históricas que vão de 1860 a 1970. Entre as preciosidades estão essas fotos da cidade de São Paulo, captadas por Dmitri Kessel em 1947. Entre outros marcos da cidade estão o Vale do Anhagabaú,  viaduto Nove de Julho, o Viaduto do Chá, o estádio do Pacaembú e o Aeroporto de Congonhas:









segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Viagem para o passado: Chile e Argentina 1975/1976


No Natal de 1975 eu embarquei num Boeing 707 da Varig com meu amigo Paulo Ricardo Martin para uma aventura de turismo político. Fomos direto para Santiago, que vivia a primeira fase do regime militar comandado pelo general Augusto Pinochet. Percorremos alguns dos pontos marcantes do golpe de estado. Depois ainda viajamos para Buenos Aires, que também vivia sob uma ditadura. Eu ainda achava o máximo da rebeldia tirar fotos ao lado de grafites de Che Guevara, como na foto acima.

Quase 40 anos depois, voltei a encontrar Paulo Ricardo, o Pablito, que me emprestou as fotos dessa viagem. Eu pude então me lembrar de detalhes que estavam completamente apagados da memória. E escanear essas essas imagens para o futuro.

Paulo Ricardo, à direita, no meio dos
muitos Carabineiros em Santiago.
Esta foi a primeira comemoração de Reveillon permitida
pelo governo depois do golpe de 1973.
No palco, uma banda cover dos Beatles.

O edifício do Congresso argentino e alguns dos veículos 
que circulavam em Buenos Aires naquela época.


Santiago, 1976: o momento em que
o Pablito inventou o selfie.

A dupla de aventureiros políticos e suas
calças boca-de-sino nos Saltos de Petrahue, Chile.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Minha vida como um Sim


Comentário de Bruno Peres, leitor deste blog:

Olá! Hoje, no "auge" dos meus 29 anos me bateu uma nostalgia braba: "Como eu queria reler aquela coluna sobre The Sims na revista.. como era o nome?" Aí eu passo horas tentando lembrar o nome da revista. Big Max? Não. Info? Não, não. Era algo de internet.. Internet.. Web.. REVISTA DA WEB. Daí pro seu nome foi um pulo. Que vontade de ler sobre the sims e simulador de avião! Repito a pergunta de 2 anos atrás acima: alguma chance de você ter a íntegra dessas colunas?  Um abraço!

Resposta:

Bruno: muito obrigado pela sua mensagem. É bom saber que meu trabalho na Revista da Web (e a própria revista) ainda são lembradas por um cara jovem como você. E a resposta à sua pergunta é: sim. Eu já estou com a íntegra das duas colunas, a minha vida como Sim e da volta ao mundo em Flight Simulator. Esse material será reunido num livro digital que deverá ser lançado (se tudo der certo) no início do ano que vem. Outro grande abraço para você!


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Um dia na vida: Oslo 21 Fevereiro 2010


Viajando para escrever o Guia Europa de Trem 2010, paro por uns dias em Oslo. Em pleno inverno, a capital da Noruega registra temperaturas ao redor de 10 graus negativos. Dentro de um ônibus eu registrei esse passeio através do coração da cidade. Primeiro nós vemos o muro do Parlamento, e em seguida a frente do Grand Hotel. Depois disso na avenida Stortingsgata podemos observar o congelado parque Spikersuppa, a estátua ao dramaturgo Henrik Ibsen e o muro de tijolos do Teatro Nacional.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Cem anos de orgulho alviverde, nos bons e maus momentos


Eu tinha 5 anos de idade em 1958 quando essa foto acima foi tirada. Já exibia orgulhoso o P no peito. Graças ao meu pai, Decio, eu nasci palmeirense. Quando virei um jovem metido a besta, levei uma lição. A gente morava num apartamento do bairro de Perdizes com vista parcial para o Parque Antártica. A cada jogo, o Decio ia para a janela e assistia de binóculos, acompanhando a transmissão no radio.

Um dia, lá pelos anos 1980, o Palmeiras vivia uma das muitas crises de sua história. Cheio de arrogância, eu perguntei ao meu pai: "Você ainda acompanha jogo desse timinho?". Seu Decio me olhou com decepção nos olhos castanhos e disse: "Eu sou palmeirense. Nos piores e nos melhores momentos. E torço sempre".

É a lição que eu trago até hoje, quando o time do meu coração completa seu primeiro século de história. E tive a benção de ver esse amor se perpetuar com meu filho, Icaro. Nessa foto abaixo, tirada 30 anos depois, meu pai (de lenço na cabeça) olha cheio de orgulho para o neto enquanto tremem as arquibancadas do Parque Antártica. Essa tarde de sol no Parque serviu como um ritual de passagem. Foi a única oportunidade de reunir 3 gerações de palmeirenses no solo sagrado do Jardim Suspenso. Logo depois meu pai morreria. 

Hoje, quando o Palmeiras vive outro momento ruim, se ergue a lição de integridade do seu Decio. Que meu filho também aprendeu e que um dia vai passar ao filho dele, no segundo século de vida do eterno Palestra.

domingo, 24 de agosto de 2014

Machismo radical em propagandas dos anos 1960


Uma das razões do enorme sucesso da série Mad Men é mostrar os anos 1960 como um mundo completamente distante do que pensamos nos anos atuais. Certas coisas mostradas na série parecem incrivelmente exóticas. E aconteceram há apenas 50 anos atrás. As peças de publicidade deste post hoje parecem escandalosamente machistas pela forma como as mulheres são tratadas, sempre em situação de absoluta inferioridade. Como na peça de cigarrilhas acima: "Sopre (a fumaça) na sua cara e ela te seguirá para qualquer lugar".


"Você ainda bate na sua mulher?" Pergunta o anúncio acima. O texto só piora: "Talvez você não devesse ter parado. Leia o por que no divertido, provocador e ao mesmo tempo educacional livreto intitulado 'Por que você deveria bater na sua mulher', escrito por um eminente praticante dessa arte masculina'."


Nesta propaganda da Hoover a esposa se atira ao chão em agradecimento por ter ganho um aspirador de pó no Natal.


Dos sabonetes Palmolive: "A maioria dos homens perguntam: 'ela é bonita?' e não 'ela é inteligente?'"


"Então quanto mais uma mulher trabalha, mais bonita ela fica!"


Propaganda da Love Cosmetics transforma criança em mulher sedutora. Hoje essa propaganda seria considerada incentivo à pedofilia.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A arte do poster de cinema - Letra C

Laranja Mecânica (1971)

O Capitão Blood (1935)

Colheita Maldita (1984)

A Pequena Órfã (1935)

Contato (1997)

O Curioso Caso de Benjamin Button (2008)

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O encontro de Robin Williams com a gorila Koko


Sou muito grato a quem me faz rir. É o caso de Robin Williams. Ele foi um ator excepcional. E depois de sua morte, tenho descoberto a cada dia que passa que ele era um cara muito melhor do que eu podia imaginar.

O aval para o caráter de Robin Williams foi dado pela gorila Koko, que se comunica com humanos através da linguagem de sinais. Ela recebeu uma visita de Robin Williams no santuário em que vive, nos EUA. A Gorilla Foundation divulgou um registro desse encontro entre seres de excelente humor. Ele aconteceu em 2001, e os dois parecem amigos de longa data:



Quem quiser conhecer melhor Koko pode encontrar um pouco de suas história neste vídeo:



Você encontra mais detalhes sobre Koko e a Gorilla Foundation clicando aqui.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Lagoa 66: mais um monte de Besteira (em 2 versões)


Nos anos 1980 eu escrevia letras para a banda Lagoa 66. Uma dessas músicas - Besteira - provocou uma certa polêmica por causa do conteúdo provocativo. Eu fiz um desabafo contra clichês intelectualóides usados na época. Com a parceria de Rogério Naccache e Tadeu Patolla, Besteira virou um funk que fez dançar a platéia neste programa da TV Cultura em São Paulo:


O que eu não me lembrava era que em 2003 o Tadeu e o Rogério fizeram uma outra versão de Besteira. A letra foi esticada e hoje parece mais atual que nunca. A música também ficou completamente diferente, muito mais hard do que a versão anterior:

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Filme cult # 1: Privilégio (1967)


Perdi a conta de quantas vezes assisti Privilege quando o filme britânico foi lançado nos circuitos "alternativos" em 1967. Sua figura central era um cantor pop, Steve Shorter (Paul Jones), manipulado para render muito dinheiro e manter a juventude conformada. Nunca consegui comprar esse filme em VHS, DVD ou Bluray. Ele sempre foi uma vaga lembrança.

Agora descubro que ele está na íntegra no YouTube. E eu pude voltar ao escurinho do cine Bijou para ser enfeitiçado por essa fantasia de novo. Visto 47 anos depois, Privilege mostra que é um apenas um panfletão contra "o sistema". O protagonista passa o tempo todo se sentindo mal, cercado por empresários cruéis, manipuladores políticos e a elite da igreja católica.

Embora não possa ser levado a sério nos dias de hoje, Privilégio tem sua magia. O diretor Peter Watkins cria caricaturas (especialmente dos grotescos vilões) que parecem saídos de um filme de Federico Fellini. E algumas músicas são realmente bem boas. Outra grande atração para um adolescente de 14 anos como eu era a bela modelo-atriz Jean Shrimpton, a única personagem "humana". Aqui está a versão integral de Privilégio (sem legendas):