sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O clipe de Intervalo

Em 20 de agosto de 2007 eu gravei a leitura da minha peça Intervalo no auditório do MASP. Foi, como se costuma dizer, uma noite memorável. O elenco (reunido pelo diretor Ricardo Pinto e Silva) foi muito além da simples leitura. O vídeo ficou bem tremido porque eu (sem tripé) também ria junto com a platéia. Reuni alguns flashes daquela noite numa espécie de trailer, só para dar o gostinho. Intervalo mostra a vida íntima de alguns personagens de uma telenovela em decadência.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Boa safra


Depois que eu voltei a assistir novelas (por sábia insistência da minha mulher), passei por bons e maus momentos. Às vezes assisti forçado pela auto-disciplina (ah, as duras noites de A Favorita...). Atualmente sou obrigado a dizer que estou gostando do que vejo.

Alterno 3 novelas. Tenho gostado de Viver a Vida, e espero que Manoel Carlos permaneça na ativa muitos e muitos anos. Seu estilo "crônica" de fazer novela é único no Brasil. Consegue ao mesmo tempo falar de problemas reais tipo distúrbios alimentares e criar um mundo onde tudo é belo e (quase) todos são ricos. Escapismo? Sim, e daí? As imagens do Rio, da Jordânia e de Jerusalém são realmente um doce para os olhos. (Nem falo de Paris, um clichê meio ridículo nas novelas da Globo).

Durante o Viver a Vida zapeio para a Record , e não é apenas uma questão de dar uma "força à concorrência". Bela a Feia, mesmo adaptada (por Gilese Joras), tem cara própria, boa direção de arte, bons personagens, ótimo humor e um elenco surpreendente. Depois vejo Poder Paralelo, uma novela "de macho", tensa, inteligente, escrita pelo mestre Lauro Cesar Muniz.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ontem foi dia de Mamonas


Não foi muito fácil assistir o documentário assinado por Claudio Kahns ontem, no SESC-Pompéia. Meu envolvimento com essa história toda - a banda e o filme - deixou marcas, tanto no sentido emocional quanto profissional. Era para ser um longa (com roteiro escrito por mim), e passei um ano e meio envolvido em pesquisas e entrevistas com pessoas ligadas ao Alberto, Samuel, Dinho, Julio e Sérgio. O longa não aconteceu, e o material de pesquisa foi bem aproveitado nesse documentário, ainda em fase de pré-estréia.

Gostei. O material está bem editado, e soube respeitar momentos que precisaram ficar inteiros. Dois deles são de arrepiar. Um é o o famoso "sermão do Thomasão" - uma monumental bronca de Dinho em quem não acreditava nos mamonas antes da fama e um apelo emocionado para que as pessoas cumpram seus sonhos. O outro momento é o que encerra o documentário, numa auto-pista de Los Angeles. Os cinco estacionam o carro num local qualquer no acostamento e improvisam um clipe com a música 1406 - ali, em frente a um motel, com pessoas observando.

Aqui está um registro que aprofunda o conhecimento que temos dessa banda que foi única e que brilhou com intensidade antes de se apagar naquele estúpido acidente. Mesmo que o longa não seja rodado, este documentário deve dar orgulho em todos aqueles que participaram do projeto. Tive uma honra especial em saber que muitas daquelas pessoas que deram entrevistas para o documentário estavam se dirigindo diretamente a mim, que tinha feito as perguntas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Amanhã é dia de Mamonas

Amanhã vai ser meu dia de assistir Mamonas o Doc. Eu sou um dos entrevistadores neste documentário. As estrevistas foram feitas (com parentes, amigos e profissionais que trabalharam com os rapazes de Guarulhos) para que eu escrevesse o roteiro de um longa de ficção. O longa ainda não saiu, mas o documentário está tendo algumas exibições especiais antes de entrar no circuito comercial. A exibição vai ser terça às 15:20 no Cine SESC - rua Augusta 2075 em São Paulo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O sorriso da Wal

Eu me diverti muito nos meus tempos de editor da Playboy. O humor da redação era geralmente excelente, eu tinha um grande prazer de ir até lá todos os dias. Havia vida lá. A alegria de juntar todos os dias um grupo de pessoas que se gostava de verdade. Isso ficou cada vez mais raro.

Waldirene Sperandio - a Wal - era a segunda secretária de redação, e ela simbolizava essa alegria. Qualquer favor que qualquer um pedisse a ela era atendido com um sorrisão de puro prazer de viver. (E além disso ela era palmeirense, como eu!) .

Foi muito triste saber de seu súbito falecimento hoje. Ela deixa um filho de 16 anos e uma legião de fãs e amigos. Nunca vi essa mulher triste ou mau-humorada (a não ser num único dia quando ela recebeu uma notícia trágica). Encontrar a Val sempre foi uma injeção de ânimo. Sua lembrança vai continuar sendo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O último trem

Quem precisa de um carrinho de Fórmula 1 quando tem uma máquina de 3600 HP? Este é o tradicional carro marrom e laranja da Estrada de Ferro Vitória-Minas. A última linha diária de passageiros do Brasil. Fiz uma belíssima viagem a serviço da revista Viagem & Turismo e tive ainda a chance de realizar um sonho de infância: andar na locomotiva. Um flash do meu ponto de vista na SD45 está nesse vídeo:

Eu e os Maluf


Em 1984 fiz parte da redação do jornal Brasil Extra. Eu me entusiasmei com o projeto (chefiado por Mylton Severiano) , que pretendia revolucionar alguns velhos conceitos de jornalismo com altas doses de liberdade e criatividade. Fui escalado para fazer um grande perfil pessoal de Paulo Maluf. Propus que a matéria jogasse dados crus sobre o retratado para o leitor, que deveria tirar suas próprias conclusões. Jornalismo sem manipulação ideológica.

Como jornalismo, foi uma bela experiência, que incluiu conhecer a intimidade da família Maluf num almoço de aniversário retratado aí em cima. Mas para a ala "militante", a realidade mostrada deveria ter sido substituida por um panfleto esquerdista. A ala "profissional" garantiu que a matéria saísse como eu a tinha escrito, e ainda virasse capa do primeiro número. Com o primeiro número nas bancas, os "militantes" deram um golpe (chefiado pela própria dona do jornal) demitindo sumariamente todos os "profissionais" (inclusive eu). Brasil Extra durou só mais um número. Vinte anos depois meu chefe se tornaria meu sogro.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Vanessão: glória nacional

Você provavelmente já deve ter ouvido do Vanessão vááááárias vezes. Se ainda não conhece, eu resumo a história: um repórter policial de Ji-Paraná (estado de Rondônia) chamado Farofino cobriu um caso envolvendo um travesti local chamado Vanessão, seu suposto cliente e uma nota de 20 reais. Na entrevista ele/ela mostrou ter estilo de sobra.

Os 6 minutos e 17 segundos da entrevista de Farofino com Vanessão viraram um hit no YouTube. Não estou falando "só" de centenas de milhares de exibições. Até o momento em que escrevo, o clipe foi visto nada menos que 2.153.560 vezes. Vanessão virou fenômeno cultural num país que adora os ingredientes misturados no vídeo:



Reforçando o mito, o fenômeno Vanessão inspirou um clipe musical muito bem feito:


Baixaria, né? Tudo bem, pode assistir de novo...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Na cabine do SD45

Vitoria ES
Hoje eu embarquei às sete e meia da manhã em Belo Horizonte na última linha regular de trem no Brasil. Minha espectativa era baixa, mas a viagem foi muito boa. 12 horas e meia pelo cerrado mineiro, margeando o rio Doce. É um trem popular, mas o serviço é muito honesto e o conforto é grande. É uma viagem bela, relaxante, única, o oposto da robotização neurótica das viagens aéreas. Eu ainda tive a alegria de realizar um sonho de infância: viajar dentro da locomotiva, uma SD45 como a da foto acima. A matéria vai sair na revista Viagem & Turismo.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

GPS para todos

Belo Horizonte
GPS já foi equipamento de taxista. Hoje tem tênis com GPS, lingerie com GPS, prancha de surf com GPS. Sério. Muito em breve a pergunta vai ser: "Como?! Você AINDA não tem GPS?! "

Hoje viajei de Congonhas a Confins com o GPS no colo. (Só liguei quando o comandante permitiu, claro). Eu já viajei muito de avião, mas esta travessia foi completamente diferente. Demorou para captar os sinais do satélite. Quando conectou, foi fascinante. As vilazinhas, estradas e rios lá embaixo passaram a ter nome. O que era uma paisagem tediosa passou a ser um mapa real do mundo real em escala real.

Quando o Boeing 737-800 começou a sobrevoar os subúrbios de BH, tive que desligar.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A máquina de conhecimento computacional

O WolframAlpha tem seis meses de idade Tende a se tornar um site indispensável, como o Google. Ele não procura outros sites, ou documentos, ou imagens. O WA dá respostas. Pergunte quanto é 1+1 ou formule uma vasta equação. Pergunte que horas são agora em Bangkok ou a distância do asteróide mais próximo. O WolframAlpha é o tema da minha próxima coluna da Info. Ele foi inventado por Stephen Wolfram, o gênio matemático nascido em Londres, esse da foto aí em baixo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O Intervalo de Gianne

Gianne Albertoni deu uma entrevista ao portal Famosidades, da MSN e falou da minha peça Intervalo. Ela foi uma das atrizes do telefilme Carro de Paulista, e agora está apresentando o programa Hoje em Dia, na Rede Record. Foi um prazer para todos nós ter a bela e talentosa Gianne no papel da prostituta Kelly em Carro de Paulista. Vamos agora aos palcos. A entrevista para o Famosidades você encontra clicando aqui.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O último trem

O Brasil, todos sabem, destruiu sua rede de trens para passageiros. Essa brutal demonstração de estupidez teve início no governo Jucelino Kubischek. Eu tive a sorte de nascer a tempo de andar bastante de trem antes que essa besteira fosse concretizada pelo "genial" JK, o mesmo que criou Brasília. De toda a rede ferroviária para passageiros sobraram duas linhas regulares e, dessas duas, apenas uma continua funcionando com trens diários. Eu vou viajar nesse último trem na próxima semana a serviço da revista Viagem & Turismo. E espero que não seja a "última" linha, mas a primeira de uma nova era mais racional para o transporte no Brasil.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Capa na Ti Ti Ti

A última edição da revista Ti Ti Ti (editora Abril, 16 de novembro) publicou uma nota bem completa sobre a leitura da minha peça Capa. O destaque foi para a atriz Marisa Orth, no papel de Samantha. O texto da matéria aí em baixo é da redatora-chefe da Ti ti ti, Marcia Piovesan e a foto acima, de Bia Parreiras.
Conclusão: a peça Capa não chegou ainda à capa de uma revista (como Samantha), mas já está nas bancas!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Eu e o mundo: Auckland

Eu tive o privilégio de passar o primeiro Reveillon do milênio na maior cidade da Nova Zelândia. Estava a serviço da revista Viagem & Turismo, da Editora Abril. Esta foto eu tirei na sede do Auckland Club na manhã do dia 3 de janeiro de 2000 no número 34 da Shortland Street. Estava a caminho da Queen Street, onde tudo acontece em Auckland. No dia seguinte eu alugaria um carro e daria inicio a uma longa peregrinação - literalmente - de norte a sul do país.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Morto Vivo Placar: Pinga


Em novembro minha coluna Mortos Vivos da Placar homenageia José Lázaro Robles, o Pinga. Ele se destacou na Portuguesa de Desportos, no tempo em que este simpático clube paulistano disputava de igual para igual com os maiores times do futebol brasileiro. Depois, Pinga teve uma vitoriosa passagem pelo Vasco da Gama, e encerrou a carreira no Juventus de São Paulo.

É um dos raros casos que eu encontrei de um jogador de futebol que aparentemente atravessou toda sua carreira pessoal sem maiores problemas pessoais. Ele faleceu com 72 anos em 1996 e foi o maior artilheiro da história da Portuguesa de Desportos. No auge da fama, em 1953, estrelou essa publicidade para a Gillette: